Itália não vai apoiar Juncker para Comissão Europeia
A Itália não vai apoiar um presidente da Comissão Europeia que não traga mudança política, alertou o primeiro-ministro Matteo Renzi neste sábado. “O próximo presidente da Comissão Europeia deve trazer mudanças políticas para os próximos cinco anos ou ele não terá o apoio da Itália”, disse Renzi, em debate organizado pelo jornal La Repubblica,…

A Itália não vai apoiar um presidente da Comissão Europeia que não traga mudança política, alertou o primeiro-ministro Matteo Renzi neste sábado. “O próximo presidente da Comissão Europeia deve trazer mudanças políticas para os próximos cinco anos ou ele não terá o apoio da Itália”, disse Renzi, em debate organizado pelo jornal La Repubblica, em Nápoles.
“Ninguém obteve uma maioria no parlamento, então somos obrigados a fazer um acordo. Querem o (ex-primeiro-ministro do Luxemburgo, Jean-Claude) Juncker, certo. Mas ele deve dizer o que planeja para os próximos cinco anos”, afirmou Renzi.
O Partido Popular Europeu (PPE), que saiu das eleições do mês passado como o maior grupo no parlamento europeu, escolheu Juncker como seu candidato para chefiar a comissão, que representa o Poder Executivo da União Europeia. A escolha deve precisar do apoio de outros partidos.
Vários líderes europeus, entre eles o primeiro-ministro britânico David Cameron, já se opuseram à nomeação do PPE para o cargo. Eles sentem que Juncker, que anteriormente dirigiu o grupo dos ministros das Finanças da União Europeia, lideraria a comissão, de 28 nações, de forma mais federalista e não implementaria as reformas radicais exigidas pelos eleitores.
Juncker tem o apoio da chanceler alemã, Angela Merkel, que faz parte do grupo do PPE, mas sublinhou a necessidade de um apoio mais amplo.
Renzi, o novo primeiro-ministro da Itália, é dinâmico e tem especial influência desde que o seu partido, o Partido Democrata (PD), obteve uma vitória surpreendente e retumbante nas eleições parlamentares, com 40% dos votos.
Os 28 chefes de Estados membros devem propor um nome até a próxima cúpula do bloco, marcada para 26 e 27 de junho, em Bruxelas. O Parlamento Europeu irá tomar uma decisão final em meados de julho. Fonte: Dow Jones Newswires.
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