OMS investiga possível transmissão entre pessoas em surto de hantavírus em cruzeiro
São 3 mortes e diversos doentes

A Organização Mundial da Saúde informou nesta terça-feira (5) que não descarta a possibilidade de transmissão de pessoa para pessoa no surto de hantavírus registrado a bordo de um navio de cruzeiro que deixou três mortos e outros passageiros doentes.
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Segundo a agência, alguns dos casos identificados tiveram contato próximo entre si, o que levanta a hipótese de disseminação entre passageiros. Ainda assim, a OMS afirma que a situação está sendo tratada com cautela e que investigações continuam em andamento.
“Sabemos que alguns dos casos tiveram contato muito próximo uns com os outros e, certamente, a transmissão de pessoa para pessoa não pode ser descartada. Por precaução, é isso que estamos considerando”, disse a diretora de Preparação e Prevenção de Epidemias e Pandemias da OMS, Maria Van Kerkhove.
Navio está retido com quase 150 pessoas
Cerca de 150 pessoas permanecem a bordo do navio MV Hondius, operado pela empresa Oceanwide Expeditions, que segue retido próximo à costa da África Ocidental. Entre os passageiros, há ao menos 17 cidadãos dos Estados Unidos.
A embarcação partiu de Ushuaia, na Argentina, no mês passado, em uma viagem turística pelo Oceano Atlântico, com paradas em ilhas remotas.
Durante o trajeto, passageiros começaram a apresentar sintomas de uma doença respiratória de rápida evolução. Até o momento, foram identificados sete casos de hantavírus — sendo dois confirmados e cinco ainda suspeitos.
Mortes e pacientes em estado grave
Três pessoas morreram no surto: um casal holandês e um cidadão alemão. Um passageiro britânico permanece internado em terapia intensiva na África do Sul, mas, segundo a OMS, apresenta sinais de melhora.
Outros dois passageiros com sintomas continuam a bordo, enquanto uma retirada médica está em andamento.
Risco geral é considerado baixo
A OMS reforçou que o risco para a população em geral é baixo e destacou que o hantavírus não tem o mesmo tipo de transmissão de doenças respiratórias como gripe ou COVID-19.
“O risco para o público em geral é baixo. Este não é um vírus que se espalha como a gripe ou a COVID. É bem diferente”, afirmou Van Kerkhove.
O hantavírus é geralmente associado ao contato com urina, fezes ou saliva de roedores infectados, sendo considerado uma doença rara. As investigações sobre a origem e dinâmica do surto continuam.
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