OSCE: Rússia não reconheceu referendos na Ucrânia
O chefe do grupo encarregado de elaborar medidas para acalmar as tensões na Ucrânia disse nesta segunda-feira que acredita que a Rússia está aberta ao diálogo genuíno sobre o futuro da Ucrânia e minimizou as preocupações sobre a reação do Kremlin aos referendos do leste ucraniano no fim de semana. Falando a jornalistas em Bruxelas após reunião…

O chefe do grupo encarregado de elaborar medidas para acalmar as tensões na Ucrânia disse nesta segunda-feira que acredita que a Rússia está aberta ao diálogo genuíno sobre o futuro da Ucrânia e minimizou as preocupações sobre a reação do Kremlin aos referendos do leste ucraniano no fim de semana. Falando a jornalistas em Bruxelas após reunião com ministros de Relações Exteriores da União Europeia, Didier Burkhalter, presidente em exercício da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa), afirmou que há uma janela de tempo curta para tomar medidas concretas a fim de acalmar a crise na Ucrânia. Ele disse que isso deve incluir o trabalho para garantir eleições presidenciais livres e justas em 25 de maio.
Os seus comentários foram feitos após os chanceleres da UE estenderem as sanções contra a Rússia por causa da situação na Ucrânia. A UE concordou em proibir a emissão de vistos e congelar ativos de 13 pessoas, incluindo funcionários do governo russo e separatistas ucranianos pró-Moscou. Duas empresas com sede na Crimeia também foram adicionadas à lista de sanções. Mais cedo, o Kremlin disse que respeita os referendos de secessão no leste da Ucrânia e espera uma “implementação civilizada” dos resultados.
Burkhalter disse que a resposta russa não significa um reconhecimento do resultado. “Ele (o Kremlin) falou sobre respeito. Não falou sobre reconhecimento. Não há reconhecimento desse resultado”, afirmou. O chefe da OSCE, que realizou conversas em Moscou na semana passada, disse que está “convencido” de que Moscou está aberto a discussões genuínas sobre a Ucrânia, dando aos ucranianos pró-Rússia do leste uma voz adequada nas discussões sobre o futuro do país. “Vimos em Moscou que há uma abertura para o diálogo”, assinalou. “Estou convencido de que vamos levar a cabo este canal de comunicação.”
Repetindo as declarações feitas mais cedo aos ministros de Relações Exteriores da UE e divulgadas pela delegação suíça da OSCE, Burkhalter pediu que medidas imediatas sejam tomadas para implementar o Acordo de Genebra, alcançado no mês passado. Esse acordo prevê o desarmamento dos grupos armados, a desocupação dos edifícios invadidos, uma anistia para a maioria dos separatistas pró-Rússia e etapas para discutir uma ampla reforma constitucional.
Na semana passada, a OSCE produziu um roteiro de passos para a implementação do plano de Genebra. Bulkhalter disse que o roteiro sugere às autoridades da Ucrânia considerar a realização de um plebiscito sobre reformas constitucionais no primeiro ou no segundo turno das eleições presidenciais. Isso pode abrir caminho para a concessão de uma autonomia significativa para as províncias pró-russas. O roteiro também prevê uma série de mesas-redondas públicas envolvendo funcionários do Executivo e legisladores ucranianos e representantes das províncias rebeldes para discutir a reforma constitucional. Fonte: Dow Jones Newswires.
Posts Relacionados

Visto americano: nova regra limita a três as mudanças em entrevistas

Padre morre após ser atingido por cruz durante missa transmitida ao vivo no Equador

Papa Leão XIV recebe alta hospitalar após cirurgia para tratar câncer de pulmão
