Petróleo rompe US$ 100 com guerra no Oriente Médio e bloqueio de Ormuz

Preço do barril de petróleo atinge recorde em março de 2026

Escrito por: Maria Júlia da Silva Binotto2 min de leitura
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O mercado global de energia vive um dia de pânico nesta segunda-feira (9). Pela primeira vez desde julho de 2022, o preço do barril de petróleo ultrapassou a marca dos US$ 100, impulsionado pelo agravamento do conflito no Oriente Médio e pelo fechamento estratégico do Estreito de Ormuz.

A interrupção é considerada histórica: o bloqueio da via, por onde transitam 20% do petróleo mundial, causou um choque de oferta duas vezes maior que o registrado na Crise de Suez em 1956.

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Fechamento do Mercado hoje (09/03)

Embora tenham recuado levemente após rumores de intervenção do G7, os preços encerraram o dia em patamares alarmantes:

Petróleo Brent (Referência global): Alta de 6,76%, cotado a US$ 98,96.

Petróleo WTI (Referência EUA): Alta de 4,26%, cotado a US$ 94,77.

Pico do dia: Durante as negociações, ambos os contratos chegaram a tocar a casa dos US$ 119,50, o maior salto em um único dia já registrado na história.

Por que o preço disparou?

O salto é explicado por dois fatores críticos gerados pela guerra com o Irã:

Bloqueio Logístico: O Irã ameaçou atacar qualquer petroleiro no Estreito de Ormuz, paralisando as entregas na região.

Fim da “Margem de Segurança”: Com Arábia Saudita e Emirados Árabes isolados do mercado, o mundo perdeu sua “capacidade ociosa” — o estoque de reserva que estabiliza os preços em crises.

Impacto no Bolso e Perspectivas

A disparada já chegou às bombas. Nos Estados Unidos, o galão da gasolina subiu US$ 0,50 em apenas uma semana. Analistas da Kpler alertam que, caso o tráfego marítimo não seja normalizado até o fim de março, o barril pode atingir US$ 150.

O governo de Donald Trump tenta viabilizar seguros e escoltas navais para os navios, mas as empresas de navegação permanecem hesitantes em atravessar a zona de conflito.

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