Premiê do Egito defende alta de 80% sobre combustíveis
O primeiro-ministro do Egito, Ibrahim Mahlab, defendeu neste sábado a decisão do governo de implementar um forte aumento nos preços dos combustíveis, alegando que os subsídios ao setor de energia custaram ao país quase US$ 100 bilhões ao longo da última década. Os recursos, defendeu o premiê, poderiam ter sido aplicados em serviços públicos…

O primeiro-ministro do Egito, Ibrahim Mahlab, defendeu neste sábado a decisão do governo de implementar um forte aumento nos preços dos combustíveis, alegando que os subsídios ao setor de energia custaram ao país quase US$ 100 bilhões ao longo da última década. Os recursos, defendeu o premiê, poderiam ter sido aplicados em serviços públicos essenciais, como saúde e educação.
A alta de 80% sobre os preços dos combustíveis entrou em vigor nesta manhã e seguiu outros aumentos no setor, como o reajuste das tarifas de eletricidade aplicado no início de julho. O corte dos subsídios, que consumem cerca de 25% do orçamento do Estado, é uma promessa do governo egípcio. Em entrevista coletiva, Mahlab disse que não reajustar os preços teria sido “um crime” da sua gestão.
Segundo o premiê, levantamento inicial aponta que o corte dos subsídios nos preços dos combustíveis deve liberar cerca de US$ 7 bilhões, que serão investidos em serviços para a população. Segundo ele, 26,3% dos quase 86 milhões de egípcios vivem na pobreza.
O presidente recém-eleito, Abdel-Fattah el-Sissi, também afirmou que o corte dos subsídios era uma medida necessária e pediu a compreensão da população, dizendo que a medida visa recuperar a economia do país. O objetivo do governo, segundo o presidente, é reduzir o atual déficit fiscal de 12% para 10%.Fonte: Associated Press.
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