Presidente ucraniano escolhe novo ministro da Defesa
O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, realizou uma reforma na área de Defesa nesta quinta-feira, escolhendo um novo ministro da Defesa e um novo responsável pelo Estado-Maior das Forças Armadas, que têm como tarefa erradicar a corrupção que permitiu que as Forças Armadas do país fiquem vacilantes perante a insurgência pró-Rússia. Durante…

O presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, realizou uma reforma na área de Defesa nesta quinta-feira, escolhendo um novo ministro da Defesa e um novo responsável pelo Estado-Maior das Forças Armadas, que têm como tarefa erradicar a corrupção que permitiu que as Forças Armadas do país fiquem vacilantes perante a insurgência pró-Rússia.
Durante discurso no Parlamento, Poroshenko criticou o “completo colapso” da capacidade do governo de abastecer as Forças Armadas, demonstrando bastante irritação em alguns trechos.
O presidente conseguiu aprovação para que o coronel-general Valery Heletey assuma o Ministério da Defesa, em substituição ao tenente-general Mikhailo Koval. Já o tenente-general Viktor Muzhenko assume o Estado-Maior das Forças Armadas.
Poroshenko também nomeou Yury Kosyuk, magnata do setor agrícola e um dos homens mais ricos da Ucrânia, para supervisionar questões de Defesa na administração presidencial e prometeu “purgar o Exército de ladrões e trapaceiros”. Acusações de corrupção têm aumentado com as operações militares contra os rebeldes.
Kieve tem lutado para firmar seu controle sobre o leste industrial do país, onde os confrontos entre tropas do governo e separatistas pró-Rússia já deixaram mais de 400 mortos desde abril. O Exército não tem conseguido evitar que os rebeldes cruzem ocasionalmente a área rural em veículos blindados ou retirá-los de cidades ocupadas, como Slovyansk.
Num determinado momento do discurso, Poroshenko foi interrompido por uma mulher no salão, gritando que o Exército ucraniano estava matando crianças. Após um momento de pausa, ele respondeu com força que “não vamos tolerar qualquer tentativa de humilhar ou desonrar nosso Exército”. A declaração recebeu fortes aplausos dos deputados. Fonte: Associated Press.
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