Rússia diz que atacou reunião de militares na Ucrânia com mísseis
Ataque gerou mortes e caos entre civis em Sumy

A Rússia afirmou que lançou dois mísseis que atingiram uma reunião de oficiais do exército ucraniano no último domingo (13), na cidade de Sumy, no nordeste da Ucrânia. O ataque, segundo as autoridades ucranianas, causou a morte de 34 pessoas e deixou 117 feridos.
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De acordo com o Ministério da Defesa russo, os alvos eram integrantes do chamado grupo tático operacional das forças armadas da Ucrânia. Moscou acusou Kiev de colocar instalações militares em áreas civis e de usar a população como escudo humano — prática negada anteriormente pela Ucrânia, que ainda não se manifestou sobre a nova acusação.
O presidente ucraniano Volodymyr Zelensky condenou o bombardeio e cobrou uma reação firme da comunidade internacional. “Só canalhas podem agir assim, tirando a vida de pessoas comuns”, disse. O ataque aconteceu no Domingo de Ramos, data religiosa em que muitos civis estavam indo à igreja.
Líderes do Reino Unido, Alemanha e Itália também condenaram a ofensiva russa. Já o ex-presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, comentou que foi “uma coisa horrível” e afirmou ter ouvido que “houve um erro”, mas não deu mais detalhes.
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Questionado sobre a declaração de Trump, o porta-voz do Kremlin, Dmitry Peskov, respondeu que o governo russo não comenta o andamento da guerra e que isso cabe ao Ministério da Defesa. Ele reforçou a versão de Moscou de que os alvos da ofensiva eram exclusivamente militares ou próximos a eles.
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