Rússia impõe condições rigorosas para aceitar cessar-fogo

Kremlin exige que Kiev reconheça áreas invadidas como russas

Escrito por: Da redação3 min de leitura
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Mais de três anos após o início do conflito, uma proposta de cessar-fogo pode finalmente abrir caminho para uma pausa na guerra entre Ucrânia e Rússia. O plano, elaborado pelos Estados Unidos, sugere uma trégua de 30 dias, que foi prontamente aceita pela Ucrânia durante uma reunião com autoridades de Washington e Kiev na Arábia Saudita. No entanto, a Rússia ainda não concordou com a proposta, apresentando uma série de exigências para que a trégua seja implementada.

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Steve Witkoff, assessor internacional de Donald Trump, viajou para Moscou na quarta-feira (12) para tentar garantir o apoio do Kremlin. Porém, o presidente Vladimir Putin respondeu com uma série de condicionantes, colocando em risco o avanço do acordo.

Putin levantou várias questões, como o envio contínuo de armas à Ucrânia durante o período de cessar-fogo, o uso desse tempo para treinamentos militares ucranianos e a supervisão de uma fronteira de mais de 2 mil quilômetros entre os dois países. Além disso, ele questionou a situação das tropas russas em Kursk, onde estão cercando soldados ucranianos.

Entre as exigências mais duras de Moscou estão:

O reconhecimento, por parte da Ucrânia, dos territórios invadidos pela Rússia como sendo de sua posse.

A garantia de que a Ucrânia não se juntará à Otan, a aliança militar ocidental.

A proibição da entrada de tropas de paz internacionais no território ucraniano.

Essas condições tocam em pontos sensíveis das relações entre os dois países e, em grande parte, entre Moscou e os países europeus. A Rússia já controla cerca de 20% do território ucraniano, com avanços significativos no leste do país. A Ucrânia, por sua vez, tentou invadir território russo, particularmente em Kursk, mas tem sido rapidamente repelida pelas forças russas.

A disputa territorial já se arrasta desde 2014, quando a Rússia anexou a Crimeia e parte das províncias de Donetsk e Luhansk, com apoio de separatistas pró-russos. Embora as forças russas dominem essas regiões, a comunidade internacional não reconhece a anexação.

O presidente ucraniano, Volodymyr Zelensky, tem sido firme em sua posição, afirmando que não aceitará nenhum acordo de paz que comprometa a soberania e a integridade territorial da Ucrânia. No entanto, recentemente, o ex-presidente dos EUA, Donald Trump, sugeriu que a negociação poderia envolver a cessão de territórios ucranianos à Rússia, incluindo a usina nuclear de Zhaporizhzhia, a maior da Europa.

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“Estamos em discussões com a Ucrânia sobre quais territórios serão mantidos ou perdidos, além de outros aspectos de um possível cessar-fogo. A usina nuclear está no centro das negociações, uma usina muito importante, então, como se resolverá quem ficará com ela? Não é um processo simples”, afirmou Trump.

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