Trump chega ao Reino Unido sob sombra do caso Epstein
Ativistas projetam imagens de Trump e do príncipe Andrew

Toda a pompa da realeza britânica para receber o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, em sua segunda visita de Estado ao Reino Unido não conseguiu afastar o constrangimento causado pelo fantasma de Jeffrey Epstein, bilionário condenado por pedofilia e morto em 2019. A relação do financista com Trump, com o príncipe Andrew e com autoridades britânicas voltou à tona às vésperas da visita.
Na noite anterior à chegada oficial, ativistas do grupo Led by Donkeys projetaram por nove minutos imagens de Epstein ao lado de Trump e do príncipe Andrew na torre do Castelo de Windsor, onde ocorre parte da agenda da viagem. O gesto expôs, mais uma vez, os vínculos do financista com figuras centrais da política e da monarquia.
A viagem de 48 horas foi cuidadosamente preparada pela realeza, com desfiles militares, carruagem dourada, gaitas de fole e até espetáculo aéreo com caças britânicos e americanos. Ainda assim, Trump evitará Londres para não enfrentar protestos, não discursará no Parlamento e terá reunião com o premiê Keir Starmer na residência oficial de Chequers.
O constrangimento se agravou após a demissão do ex-embaixador britânico em Washington, Peter Mandelson, por causa de trocas de mensagens com Epstein. O episódio reforçou o ambiente delicado em torno da visita, marcada por tentativas da família real de oferecer hospitalidade, mas que acabou atravessada pelo peso das polêmicas ligadas ao financista.
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