Ucrânia acusa rebeldes de dar continuidade a ataques
O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia lançou mais dúvidas nesta quarta-feira se um instável cessar-fogo com separatistas pró-russos irá se manter, acusando os rebeldes no leste do país de continuarem os ataques contra as forças do governo e culpando a Rússia para não impedi-los. Líderes rebeldes concordaram com a trégua na…

O ministério das Relações Exteriores da Ucrânia lançou mais dúvidas nesta quarta-feira se um instável cessar-fogo com separatistas pró-russos irá se manter, acusando os rebeldes no leste do país de continuarem os ataques contra as forças do governo e culpando a Rússia para não impedi-los.
Líderes rebeldes concordaram com a trégua na segunda-feira, mas o acordo visto como o primeiro passo para as negociações de paz parece estar se desfazendo com a continuidade dos confrontos. Kiev disse ter perdido 11 soldados em combate, incluindo nove que morreram quando combatentes rebeldes derrubaram um helicóptero do governo. Ambos os lados acusam o outro de violar o acordo.
“Mais uma vez, vemos que os terroristas pró-russos não estão interessados na paz. Eles estão aqui para a guerra e não vão parar por nada até destruírem a paz e a segurança da Ucrânia”, disse o ministério em um comunicado. Os separatistas não responderam imediatamente.
Como já era esperado, a câmara alta do Parlamento russo aprovou na quarta-feira um pedido do presidente Vladimir Putin para revogar a sua autoridade para intervir militarmente na Ucrânia. Mas Viktor Ozerov, chefe da comissão de defesa e segurança do Conselho da Federação da Rússia, disse que o órgão iria acompanhar de perto a situação e rapidamente restabelecer a autoridade de Putin, se necessário.
A Ucrânia e o Ocidente acusam a Rússia de controlar os separatistas e fornecer armas e combatentes para eles – uma acusação que Moscou nega. O Ministério das Relações Exteriores da Ucrânia acusou a Rússia de não usar a sua influência para deter os rebeldes. “Apesar dos comunicados declaratórios da Rússia, os terroristas se sentem encorajados e têm uma sensação de impunidade. Moscou nunca condenou os ataques terroristas ou lamentou as várias mortes causadas por suas mãos”, disse o comunicado. Fonte: Dow Jones Newswires.
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