Ucrânia: Insurgentes dizem irão honrar cessar-fogo
Os insurgentes do leste da Ucrânia anunciaram que vão honrar cessar-fogo declarado unilateralmente pelo governo na semana passada e vão se envolver para ajudar a encontrar uma resolução para o conflito, em meio às negociações pela paz na região. Alexander Borodai, o autoproclamado primeiro-ministro da separatista República Popular de Donetsk,…

Os insurgentes do leste da Ucrânia anunciaram que vão honrar cessar-fogo declarado unilateralmente pelo governo na semana passada e vão se envolver para ajudar a encontrar uma resolução para o conflito, em meio às negociações pela paz na região.
Alexander Borodai, o autoproclamado primeiro-ministro da separatista República Popular de Donetsk, disse que os rebeldes irão respeitar o cessar-fogo proposto pelo presidente da Ucrânia, Petro Poroshenko, na semana passada.
Borodai também prometeu que os insurgentes liberarão os observadores da Organização para a Segurança e Cooperação na Europa (OSCE) que foram sequestrados há algumas semanas.
As negociações entre rebeldes e governo ocorrem em um prédio controlado por insurgentes em Donetsk, berço do movimento separatista.
Pouco antes da declaração de Borodai, o Conselho de Segurança Nacional e de Defesa da Ucrânia informou que a partir das 17h, hora local, os combatentes rebeldes tinham parado os conflitos contra tropas do governo no leste, sugerindo que o cessar-fogo unilateral proposto por Poroshenko na sexta-feira foi, pelo menor, levado em conta temporariamente.
Na manhã desta segunda-feira, os primeiros sinais de um degelo entre as relações entre insurgentes e governo começaram a surgir quando Viktor Medvedchuk, um político ucraniano conhecido por suas posições a favor do Kremlin, e Nestor Shufrych, um membro do partido político que depôs Viktor Yanukovich em fevereiro, confirmaram que eles iriam ser intermediários para os rebeldes.
A reunião também conta com a presença de Heidi Tagliavini, diplomata da Organização para Segurança e Cooperação na Europa (OSCE), em missão na Ucrânia, Mikhail Zubarov, embaixador russo em Kiev, e o ex-presidente da Ucrânia Leonid Kuchma, que estava representando o governo Poroshenko. Fonte: Dow Jones Newswires e Associated Press.
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