Museu de R$ 4 milhões vai ficar pronto em quatro meses em Cruzeiro
A prefeitura de Cruzeiro estima que a reinauguração do Museu Major Novaes, com restauro orçado em R$ 4 milhões, deve acontecer em quatro meses. Junto da Secretaria de Cultura do Estado, as obras do antigo casarão da família Novaes começaram em 2012 para sanar problemas estruturais e de modernização do espaço.


Museu Major Novaes tem o maior acervo de documentos públicos da RMVale
Divulgação/Myheritage
A Prefeitura de Cruzeiro estima que a reinauguração do Museu Major Novaes, com restauro orçado em R$ 4 milhões, deve acontecer em quatro meses. As obras do antigo casarão da família Novaes começaram em 2012 em parceria da Secretaria de Cultura do Estado, para sanar problemas estruturais da construção. Esta é a primeira reforma do museu, que tem construção datada em 1815. A verba para o projeto de reforma vem do governo estadual.
Além da prefeitura, o museu é administrado pelo Sisem/SP (Sistema Estadual de Museus de São Paulo) e só vai ser aberto depois da conclusão de licitações para o restauro de móveis e documentos, além de esperar a elaboração do Plano Museológico, um raio-x do museu que propões diretrizes para projetos e programas do espaço nos próximos anos.
“A diretoria técnica estadual nos garantiu que esse plano vai ser elaborado em paralelo ao nosso projeto de funcionamento do museu, assim Estado e município vão caminhar juntos pra finalização do processo”, afirmou Rodrigo Ferreira, Secretário Municipal de Relações Institucionais que esteve em reunião com o Sisem/SP na última semana.
Casarão
O Museu Major Novaes é um casarão colonial que abriga 900 peças, entre elas mobília, imagens sacras, pratarias, livro, fotografias, além de compor o maior acervo de documentos públicos do Vale do Paraíba -há exemplares dos cartórios das cidades Cruzeiro, Cachoeira Paulista, Embaú, Silveiras, Sapé, São José do Barreiro, Arapeí, Bananal e alguns de natureza particular.
O espaço foi residência do Major Manoel de Freitas Novaes, responsável pelo desvio dos traçados das estradas de ferro D. Pedro 2º (atual Central do Brasil) e Minas-Rio (atual Centro-Oeste), para passar em suas terras. Essa estratégia foi um dos fatores que culminaram na criação de um núcleo urbano, que deu origem à cidade de Cruzeiro.
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