Na França, greve contra reforma da previdência chega à quinta semana de protestos
A França segue em sua quinta semana consecutiva de protestos contra novas regras previdenciárias propostas pelo presidente Emmanuel Macron. Nesta quinta-feira, 9, milhões de manifestantes foram às ruas do país de colete amarelo, na primeira marcha liderada pelos sindicatos e aderida por professores, advogados e enfermeiros em 2020. Em Paris,…

A França segue em sua quinta semana consecutiva de protestos contra novas regras previdenciárias propostas pelo presidente Emmanuel Macron. Nesta quinta-feira, 9, milhões de manifestantes foram às ruas do país de colete amarelo, na primeira marcha liderada pelos sindicatos e aderida por professores, advogados e enfermeiros em 2020.
Em Paris, houve tumulto no início do protesto, quando a polícia francesa atingiu os manifestantes com gás lacrimogêneo e foi recebida com gritos de “assassina” pelos presentes nos arredores da Igreja de Santo Agostinho e do terminal Gare Saint-Lazare. Nesta sexta-feira, 10, a greve que atinge o funcionamento do transporte público e de escolas completou 37 dias e gerou um engarrafamento de 200 km apenas na capital.
As manifestações têm gerado um dos maiores protestos no período pós-guerra da França e a maior paralisação ferroviária desde 1930, atingindo linhas de ônibus, metrôs e trens. O motivo é a o descontentamento do povo francês com as novas regras de previdência propostas por Macron, que pretende aumentar a idade de aposentadoria dos 62 para os 64 anos.
O plano do governo é criar um sistema de pontos previdenciários único e universal, destruindo dezenas de sistemas singulares para categorias específicas, que vão de trabalhadores ferroviários a advogados. O argumento de Macron é que as mudanças são necessárias para balancear o orçamento do país, enquanto os manifestantes temem que a nova regra implique mais trabalho em troca de uma pensão menor.
Na quarta-feira, um dos líderes das manifestações e presidente da Confederação Francesa Democrática do Trabalho (CFDT), Laurent Berger, disse que o povo francês estava longe de chegar a um acordo com a equipe de Mácron. (Com agências internacionais).
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