“Na Quebrada” revela histórias reais dos jovens da periferia de SP
A batalha dos que lutam todos os dias para, entre corpos de quem foi morto pela polícia em conflitos durante a noite, chegar à escola de manhã. A resistência de quem, mesmo diante de tanta oferta, não cair no apelo fácil das drogas nem do tráfico. A dor de quem conheceu o pai na cadeia e mesmo assim o considera um herói. A vitória dos que fizeram destas histórias uma história para contar e filmar. Estes e outros dramas são o ingrediente principal de Na Quebrada, longa de Fernando Grostein Andrade, com codireção de Paulo Eduardo, que estreia no dia 16 de outubro e traz cinco histórias reais de jovens que viveram, ou vivem, a realidade da periferia de São Paulo.


O dramas é o ingrediente principal de “Na Quebrada”
Divulgação/Downtown Filmes
A batalha dos que lutam todos os dias para, entre corpos de quem foi morto pela polícia em conflitos durante a noite, chegar à escola de manhã. A resistência de quem, mesmo diante de tanta oferta, não cair no apelo fácil das drogas nem do tráfico. A dor de quem conheceu o pai na cadeia e mesmo assim o considera um herói. A vitória dos que fizeram destas histórias uma história para contar e filmar. Estes e outros dramas são o ingrediente principal de Na Quebrada, longa de Fernando Grostein Andrade, com codireção de Paulo Eduardo, que estreia no dia 16 de outubro e traz cinco histórias reais de jovens que viveram, ou vivem, a realidade da periferia de São Paulo.
Mais que isso, os caminhos desses garotos os conduziram até o Instituto Criar de TV, Cinema e Novas Mídias, criado por Luciano Huck, que ensina a jovens de diversos bairros humildes e violentos da capital paulista uma profissão. “Para comemorar os dez anos do Criar, o Luciano me convidou para fazer um documentário. Mas eu já estava um pouco cansado de documentários”, contou o diretor Fernando Grostein Andrade, que codirigiu o longa com Paulo Eduardo.
Grostein, que é irmão de Huck, dirigiu os documentários Coração Vagabundo, sobre Caetano Veloso, e Quebrando o Tabu, sobre a questão do combate às drogas no Brasil. “Adoro dirigir documentários, mas também é bom variar e realizar projetos diferentes. Assim, ouvimos dezenas de histórias dos alunos que passaram pelo Criar para, então, elaborar um roteiro de ficção inspirado em alguns desses relatos”, explicou o diretor.
Para seu elenco, Grostein escalou atores não conhecidos do grande público, mas que, ainda que heterogêneos, desempenham com competência personagens nascidos e crescidos nas quebradas paulistanas.
É o caso de Jorge e Domenica Dias, filhos do rapper Mano Brown, do Racionais MC’s. Jorge, que tem 18 anos, vive Gerson, um garoto que cresceu vendo o pai ‘tirar seus anos na penitenciária’ e acaba enveredando pelo caminho do crime. É dele um dos relatos mais emocionantes do longa, que também tem Domenica no papel de Mônica, uma jovem cujos pais e irmão são cegos. Seu projeto, vencedor de um concurso no Criar, é registrar o cotidiano de sua família e relatar como é viver sem enxergar, mas que mesmo assim tem uma vida ativa.
Já o papel do codiretor Paulo Eduardo, que criou o Cine Rincão, um cinema comunitário que recebeu milhares de crianças e moradores enquanto funcionou e que inspirou o curta homônimo de Grostein, ficou por conta do ator carioca Felipe Simas. “O Felipe, apesar de ter que aprender o meu sotaque, a puxar os ‘erres’ como eu puxo, não poderia ter sido melhor. Ele foi perfeito e interpretou com muita competência seu papel”, comentou Paulo, que é montador, já passou por grandes produtoras de cinema e hoje trabalha na Spray, produtora de Grostein. “Foi com o Cine Rincão que muita coisa começou. É lindo ver todo o ciclo virtuoso que se criou a partir desta ideia genial do Paulo”, acrescentou Grostein.
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