Nanossatélite produzido em São José é lançado nos Estados Unidos

O VCUB1 vai coletar imagens de alta resolução

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Na madrugada deste sábado (15) O VCUB1, primeiro nanossatélite totalmente desenvolvido por uma empresa nacional, foi lançado à órbita da Terra às 3h48 (horário de Brasília) na Base de Lançamento de Vandenberg, no estado da Califórnia, nos Estados Unidos.

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Foi um evento marcante para a história da indústria brasileira de tecnologia espacial. O nanossatélite foi produzido pela Visiona Tecnologia Espacial (joint-venture entre a Embraer e a Telebras), localizada no Parque Tecnológico de São José dos Campos.

O VCUB1 é um satélite de Observação da Terra e Coleta de Dados, sendo uma plataforma de alta-performance com arquitetura similar aos grandes satélites, com arquitetura altamente sofisticada e equipamentos de última geração. O objetivo é que ele demonstre a capacidade da indústria brasileira de realizar missões espaciais avançadas.

O lançamento foi contratado junto à empresa de logística e transporte espacial D-Orbit e foi lançado pelo foguete Falcon 9, dentro da missão Transporter 7, que colocará em órbita diversos pequenos microssatélites e nanossatélites para clientes comerciais e governamentais. Após o lançamento, o VCUB1 deverá ser levado à sua órbita final de forma precisa pelo veículo de transferência orbital ION da D-Orbit e passará por um período de estabilização e testes preliminares.

Divulgação/Visiona Tecnologia Espacial
Nanossatélite VCUB1 (Divulgação/Visiona Tecnologia Espacial)

Parceria

Em 2021, a Prefeitura de São José dos Campos foi convidada a participar da homologação dos produtos do nanossatélite, através do contrato de parceria com a Visiona. O acordo prevê o recebimento das imagens de alta resolução coletadas pelo nanossatélite que permitirão mapeamento de uso e cobertura da terra, podendo prevenir, por exemplo, irregularidades ambientais.

A análise técnica das imagens será feita por servidores da Secretaria de Urbanismo e Sustentabilidade. Considerando que se trata de uma nova tecnologia, a Prefeitura vai validar as imagens coletadas pelo nanossatélite, sem nenhum custo financeiro durante a vigência do contrato.

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