Nanossatélite Serpens tem lançamento marcado para outubro

Cubesat foi integrado e testado em laboratório do Inpe, em São José

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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20150511_Serpens_inpe_ita_sjc_(Divulgação/AEB)

Serpens em fase de integração e testes no LIT

Divulgação/AEB

O satélite de pequeno porte Serpens (Sistema Espacial para Realização de Pesquisa e Experimentos com Nanossatélites) está programado para ser lançado da ISS (Estação Espacial Internacional) em outubro deste ano.

O consórcio acadêmico coordenado pela AEB (Agência Espacial Brasileira) e que é responsável pelo desenvolvimento do CubSat recebeu na última quarta-feira (6) o relatório de aprovação do projeto elaborado pela Jaxa (Agência Espacial Japonesa), após examinar os testes elétricos adicionais que foram solicitados quando da aprovação da SAR (Revisão de Segurança do Projeto), feita em abril no Japão.

Os testes adicionais também foram realizados no LIT (Laboratório de Integração e Testes) do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), em São José dos Campos, onde o nanossatélite foi integrado e testado em fevereiro deste ano.

Participaram dessas atividades uma equipe de estudantes das UnB (Universidades de Brasília) e de Vigo, da Espanha, com a participação e acompanhamento de técnicos e engenheiros do Inpe e estudantes do ITA (Instituto Tecnológico de Aeronáutica), que participaram do projeto e desenvolvimento do ITASat.

Os testes adicionais foram solicitados em função de que o satélite será lançado de um veículo espacial com tripulação exigindo-se para esses casos quesitos mais rigorosos de segurança.

Sequência
O Serpens será transportado para a Jaxa em julho, seguindo em agosto para a ISS. Ele é o terceiro CubSat nacional a ser colocado no espaço e o segundo a ser lançado do laboratório espacial. O primeiro foi o Aesp-14, desenvolvido em parceria entre o ITA e o Inpe.

Em órbita, o pequeno satélite testará conceitos simples do uso CubeSat para o recebimento, armazenamento e retransmissão de mensagens por sistema de rádio. A proposta é ilustrar que no futuro pequenos satélites podem ser usados para agregar funcionalidade ao sistema de coleta de dados ambientais no país.

O principal objetivo do projeto Serpens é a capacitação de recursos humanos e a consolidação dos novos cursos de engenharia espacial brasileiros.

Participam também do projeto as universidades federais do ABC (Ufabc), de Santa Catarina (UFSC), de Minas Gerais (UFMG) e o Instituto Federal Fluminense (IFF). Do exterior, além da universidade espanhola estão no projeto a Sapienza Università di Roma (Itália) e as norte-americanas Morehead State University e California State Polytechnic University.

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