Não contém glúten

Quantas vezes não lemos essa frase em embalagens de alimentos como pães, biscoitos, bolos, bolachas e massas? Apesar da grande frequência com que esse aviso aparece, o glúten ainda é encontrado em uma infinidade de outros produtos industrializados que também consumimos. Saber quais os cuidados ao ingerir esses alimentos é importante tanto para pessoas que […]

Escrito por: Meon Redação4 min de leitura
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Quantas vezes não lemos essa frase em embalagens de alimentos como pães, biscoitos, bolos, bolachas e massas? Apesar da grande frequência com que esse aviso aparece, o glúten ainda é encontrado em uma infinidade de outros produtos industrializados que também consumimos. Saber quais os cuidados ao ingerir esses alimentos é importante tanto para pessoas que possuem intolerância à substância – a chamada doença celíaca – quanto para quem não possui, já que o glúten traz algumas mudanças em nosso organismo.

O glúten nada mais é do que uma proteína de tamanho grande, formada por duas proteínas menores chamadas gliadina e glutenina.

Ele é encontrado junto ao amido, em cereais como trigo, centeio, aveia, cevada, triticale e malte. Todos os alimentos derivados desses grãos, como farinha de trigo, cerveja e uísque, também possuem glúten em sua composição.

Essa substância possui diferentes finalidades na produção dos alimentos. No processo de fermentação do pão, por exemplo, o glúten contido na farinha de trigo é responsável pela permanência dos gases no interior da massa, fazendo com que o pão aumente de volume e não diminua após esfriar. Assim como carne e alguns vegetais, o glúten pode ser usado como fonte de proteínas para o corpo. Quando é cozido, ganha uma consistência firme, parecida com a da carne vermelha, e pode ser servido sem nenhum outro ingrediente além de temperos. Normalmente, em restaurantes vegetarianos, o caldo de glúten cozido é usado para dar mais gosto ao prato.

Ele faz mal?
Segundo médicos e especialistas, ao chegar ao intestino o glúten transforma-se em uma espécie de cola grudando nas paredes intestinais. Com o passar do tempo, provoca saturação do aparelho digestivo, aumento da gordura na região do abdome, dores articulares, alergias cutâneas e depressão.

Muito desses problemas de saúde são em decorrência na mudança de cardápio dos brasileiros que passaram a comer em excesso alimentos ricos em glúten como pães, biscoitos, macarrão e bolos. Hoje até queijos embutidos vem com a substância. A nutróloga Clara do Brandão, do Ministério da Saúde, alerta para a criação de uma soberania alimentar. “Mandioca, milho e arroz no lugar do trigo importado, que faz tanto mal a saúde”, disse.

O corpo responde de diversas maneiras: obesidade, síndrome de resistência à insulina, deficiência de cálcio, alergias, diarreias e doenças autoimunes. Os chineses consideram o excesso de glúten sinal de má higiene interna já que o metabolismo emperra, favorecendo bactérias que gostam de calor e estagnação.

Por que consumir?
Relatos e estudos apontam alguns motivos para manter alimentos com a substância na dieta. Um deles é que quem retira o glúten da alimentação aumenta os riscos de ansiedade e depressão, por conta dos efeitos fisiológicos intestinais que ele traz ao organismo. Essa questão é agravada porque a retirada total de itens com glúten causa falta de saciedade, alteração hormonal e insônia.

Um estudo realizado com 10 homens por 30 dias avaliou que a dieta sem glúten apresentou uma queda das bactérias benéficas do intestino desses pacientes alertando que a sua exclusão poderia reduzir a quantidade desses micro-organismos. Por fim, quem retira a substância da dieta sem orientação profissional, pode ocultar um diagnóstico posterior de doença celíaca ou hipersensibilidade.

Além disso, o preço de muitos dos produtos sem glúten não é acessível a todos. Outro ponto que devemos avaliar na restrição por completo do glúten é que pode afetar a vida social, levando a uma exclusão do convívio com amigos e familiares.

Quem sente um desconforto no consumo ou vê malefícios nos alimentos com glúten pode optar pela redução do consumo. Algumas pessoas fazem até mesmo um rodízio com as opções disponíveis, o que pode ser uma solução.

Acredito que o consumo pode ser reduzido em relação ao que a população está habituada, já que o problema em grande parte pode estar na ingestão exagerada de certos alimentos. Entretanto, casos para retirada total devem ser analisados e ela pode, sim, ser benéfica se feita com acompanhamento. Como ainda esta substância está em estudos, não dá para afirmar com certeza absoluta se nos faz mal ou não, mas podemos dizer que nos estudos que temos até então foi encontrado maior malefício do que benefício. Agora a sua ingestão esta em suas mãos. Faça sua pesquisa e encontra a resposta melhor ao seu organismo.

Qualquer duvida, esclarecimento e para um bom bate papo, meu e-mail é: [email protected].

Abraços e até a próxima.

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