“Não tem segredo, é que somos uma família”, conta diretora da escola com maior nota no Ideb em São José

A Escola Municipal Professora Palmyra Sant´Anna, na região leste, alcançou o maior Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), para os anos iniciais de 2013, em São José dos Campos. A equipe garante que seu sucesso está longe do dinheiro, investimentos ou tecnologia e sim na forma como transformou alunos, pais, professores e vizinhos em uma grande família.

Escrito por: Elaine Rodrigues3 min de leitura
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A Escola Municipal Professora Palmyra Sant´Anna, na região leste, alcançou o maior Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica), para os anos iniciais de 2013, em São José dos Campos. A direção garante que seu sucesso está longe do dinheiro, investimentos ou tecnologia e sim na forma como transformou alunos, pais, professores e vizinhos em uma grande família.

O Ideb para a Escola Municipal Palmyra Sant´Anna foi de 7,5 para os 5º anos, e 5,9 para os 9º anos. Em relação ao último índice, em 2011, a escola cresceu para os anos iniciais, quando teve 6,6, e se manteve igual nos anos finais. Para se ter uma ideia como a escola foi bem na prova, o índice médio de São José para os anos iniciais foi de 6,5.

“A professora é muito boa. Até os alunos mais bagunceiros ela trata bem. Ela tem paciência com a gente. Eu olho e sei que ela gosta de mim e eu gosto muito dela”, conta Maria Clara de Oliveira Moreira, 10 anos, aluna do 4º ano.

As mães também são só elogio. “A hora que venho aqui, a porta da diretoria está aberta e sou atendida. As professoras e a direção tratam cada aluno como se fosse único. Isso faz a diferença”, detalha a mãe de aluno, Adriana Teixeira dos Santos, 43 anos.

Segredos
Diferente do que possam pensar, a Escola Palmyra não recebeu mais material ou dinheiro que as demais na rede municipal da cidade. Também não tem menos alunos, pelo contrário, atende cerca de 1.200 crianças de 6 a 14 anos. Também não oferecem atividades extras fora da matriz curricular de aulas da prefeitura.

“Cumprimos com esmero o cronograma que nos é dado. Talvez porque estamos aqui do lado do chefe (risos), na mesma rua da Secretaria de Educação. Temos mais de 43 anos de história, dou aula para os filhos dos meus primeiros alunos. Depois de 28 anos lecionando aqui, nem penso em aposentadoria”, conta entre sorrisos a professora Solange Lino Becker, 63 anos.

A diretora, Alessandra Carla Zucato, conta que não esperava o resultado positivo. “Ficamos o ano passado inteiro em reforma. Tivemos aulas na quadra, em salas improvisadas. Ninguém desistiu, mas realmente eu não esperava um salto desses. Enfim, não tem segredo, é que somos uma família”, detalha.

A professora Solange, resume a receita do crescimento. “A gente olha cada aluno de forma individual e dentro de seu contexto. Se vemos que na casa dele está o problema, não empurramos a responsabilidade. A gente chama a família e tenta ajudar. Quando a comunidade toma para si a escola e ela passa ser de todos, dá certo e é um prazer trabalhar”, conclui.

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