“Não tenho mágoas. Continuo no PSDB”, diz Victória Xavier após candidatura negada em São José
Depois de ter sua pré-candidatura à deputada federal rejeitada pelo Diretório do PSDB em São José dos Campos, Victória Xavier não foi apresentada na convenção do partido realizada no último dia 30, em São Paulo, e ficou de fora das eleições de 2014.


















Depois de ter sua pré-candidatura à deputada federal rejeitada pelo Diretório do PSDB em São José dos Campos, Victória Xavier não foi apresentada na convenção do partido realizada no último dia 30, em São Paulo, e ficou de fora das eleições de 2014.
Aos 22 anos, Victória foi uma das mais jovens candidatas no pleito de 2012. Em entrevista ao Meon, a suplente de vereador conta como se sentiu com todas as declarações públicas feitas a seu respeito, fala dos planos para sua carreira política e afirma que não guarda ressentimentos.
“Não tenho mágoas. Continuo no PSDB e sigo com minha luta para que os jovens e as mulheres tenham mais oportunidades na política”, afirma Victória.
Por que tentar a candidatura pela Executiva Estadual e não pelo Diretório Municipal?
Sempre tive interesse de participar. Coloquei meu nome à disposição do partido tanto aqui quanto no estado pensando na representatividade dos segmentos da mulher e dos jovens. A partir do momento que temos realmente essa carência, que precisavam de pessoas com o meu perfil, com capital político, histórico de liderança e que realmente militasse, o meu nome apareceu e me comunicaram sobre a possibilidade de ser candidata e aceitei. A Juventude Tucana Estadual está com este desafio de lançar novos candidatos. Em 2012 tivemos 130 mil votos em jovens no Brasil para candidatos com menos de 30 anos e isso nos motivou a tentar esse ano novamente.
Por que insistir numa candidatura sem o apoio do partido?
Antes do convite ser feito oficialmente, enviei uma carta para o PSDB aqui, que optou por lançar apenas um candidato a deputado estadual e um a federal. Mas sempre defendi que podemos ter duas candidaturas, que temos capital político para isso, desde que você lance candidatos de diferentes representatividades. Temos um grupo no partido que acredita nisso. Outras pessoas queriam ser candidatas e buscam espaço no diretório em São José e até agora não tiveram sucesso. Agora, participei de todas as reuniões na região e quando o Vale do Paraíba ficou sem uma candidata mulher, pela desistência da Patrícia em Jacareí, eu tentei novamente. Fora o PT que lançou uma candidata mulher com 26 anos. Por que não lançarmos também? Mas, em São José, não viram assim.
Como foi a repercussão desta pré-candidatura no seu ponto de vista?
No momento que eclodiram as manifestações no partido fui surpreendida negativamente pelas declarações de que eu não tinha procurado o partido e nem conversado com o diretório. Mas como existe um histórico de resistência às novas candidaturas em São José, sabia que teriam todas essas reclamações. Volto a afirmar que estamos num momento político no Brasil que as pessoas querem novos rostos, pessoas jovens para votar. Acredito que deveriam ter ido por esse caminho, mesmo que não fosse o meu nome.
E agora?
Sabendo que não vou ser mesmo candidata e foi definida a situação, coloco um ponto final nessa história e nessa disputa interna. Não era isso que queria, era só abrir um diálogo na cidade e aumentar a abordagem do PSDB na região. Não fico chateada e não tenho mágoas, mas vou continuar lutando para que a mulher e o jovem tenham um protagonismo eleitoral e não tenham que militar apenas balançando bandeira. Estou também conversando com a Executiva Estadual sobre um convite para participar de uma comissão que o governador Geraldo Alckmin deve montar para trabalhar a juventude em sua campanha.
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