Nem precisa chover para semáforos entrar no modo piscante em São José

Nem precisa chover, basta uma ameaça de chuva para que alguns semáforos de São José dos Campos parem de funcionar e fiquem no modo piscante na luz amarela emperrando o fluxo de veículos na cidade.

Escrito por: Rodrigo Ribeiro2 min de leitura
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Na avenida George Eastman é comum que os semáforos pifem

Flavio Pereira/Meon

Nem precisa chover, basta uma ameaça de chuva para que alguns semáforos de São José dos Campos parem de funcionar e fiquem no modo piscante na luz amarela emperrando o fluxo de veículos na cidade.

Em alguns pontos da cidade, como na avenida George Eastman, região sul, na altura da antiga Kodak, isso quase sempre acontece.

“Aqui no segundo semáforo de quem vem do Jardim da Indústrias para a região sul ou Chácaras Reunidas é comum ameaçar chuva ou começar a chover para o semáforo pifar e fica só com a luz amarela”, conta Luis Francisco, morador na avenida George Eastman.

Já o morador da zona leste Jônatas Moura, conta que na região isso também acontece. “Tem um semáforo na avenida Uberaba no Jardim Ismênia, que sempre que chove, fica na forma piscante”, diz.

A Secretaria de Transportes informou que quando há chuva com raios a rede elétrica pode oferecer oscilações de energia fazendo com que o sistema de controle semafórico desligue e ligue novamente, fazendo com que o semáforo fique no modo piscante. Segundo a prefeitura, alguns minutos volta a operar normalmente.

Quando um semáforo apresenta instabilidade a situação é identificada pelo CCO (Centro de Controle Operacional), que aciona equipe de agentes de trânsito para controlar o tráfego enquanto uma equipe de semáforos restabelece os equipamentos. Atualmente, São José dos Campos tem 413 cruzamentos semaforizados.

Para Ronaldo Garcia, especialista em trânsito, as empresas brasileiras ainda não possuem uma tecnologia ideal. “Uma solução seria importar sistemas de semáforo, porém é muito caro. No exterior, todos os semáforos são sincronizados e sensíveis ao fluxo. Infelizmente, ter os semáforos inoperantes em alguns momentos, atrapalhando o trânsito, é o preço que pagamos pela atual tecnologia usada”, afirma.

Segundo a secretaria, a questão é um desafio para a cidade e até mesmo para os desenvolvedores de sistemas de semáforos. Uma alternativa é estudada pela secretaria e empresas do setor: a instalação de no-breaks, que conseguem minimizar as oscilação da rede de energia, pois continuam funcionando por tempo suficiente até que as equipes de semáforo e agentes de trânsito estabilizem a ocorrência.

“Pode ser uma solução, acredito que alguns semáforos são integrados na cidade, então, imagino que usaria um no-break para cada grupo de semáforos”, completa Ronaldo Garcia.

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