Neymar diz que aceitou voltar a ser capitão por Tite e justifica silêncio
O rodízio da braçadeira de capitão da seleção brasileira implementado pelo técnico Tite já a fez ser utilizada por vários jogadores, casos de Daniel Alves, Fernandinho, Filipe Luís, Miranda e Renato Augusto, mas só agora ela vai retornar aos braços de Neymar. Escolhido para capitanear a equipe no duelo desta terça-feira com o Paraguai, no…

O rodízio da braçadeira de capitão da seleção brasileira implementado pelo técnico Tite já a fez ser utilizada por vários jogadores, casos de Daniel Alves, Fernandinho, Filipe Luís, Miranda e Renato Augusto, mas só agora ela vai retornar aos braços de Neymar. Escolhido para capitanear a equipe no duelo desta terça-feira com o Paraguai, no Itaquerão, pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 2018, o craque do Barcelona explicou que a postura do treinador foi decisiva para ele recuar na decisão de não mais exercer a função com a camisa do Brasil, algo que havia anunciado logo após a conquista do ouro olímpico nos Jogos do Rio, em 2016.
“A decisão que tomei após a Olimpíada, foi pelo que houve e pelo que falavam. Senti que não era o momento de exercer essa função. Com os meses de trabalho do Tite, além do grupo ser maravilhoso, é por ele, que vale qualquer esforço. Um cara que admirava de longe e passei a admirar ainda mais trabalhando agora com ele. A escolha dele me deixa muito feliz”, afirmou Neymar, em entrevista coletiva nesta segunda-feira no estádio do Corinthians, garantindo estar mais maduro, deixando as polêmicas e os cartões amarelos no passado.
Essa entrevista, aliás, foi a primeira concedida por Neymar em cerca de 240 dias. Ele justificou o período de silêncio ao declarar que adotou tal estratégia para se ver livre de polêmicas que o machucavam, assim como a seus familiares e pessoas próximas.
“Preferi assim porque tudo que falava levavam para o lado negativo, machucava a minha família e aos meus companheiros. Preferi baixar a poeira e só jogar futebol. Quando falava alguma coisa, sempre levavam para o lado negativo. Sou um ídolo, mas também tenho um lado humano e ficava muito triste”, afirmou.
Tite, que participou da entrevista coletiva ao lado de Neymar, apontou que o jogador merece voltar a ser o capitão do Brasil e destacou a pressão que o jogador precisa suportar em seu cotidiano. “Ele merece a tarja, é um líder técnico, um garoto amadurecendo com uma série de pessoas desumanas, com o enfoque todo em cima dele. Ele passou por muita coisa”, afirmou.
O treinador aproveitou para destacar que o comportamento tático de Neymar vem sendo importante para a seleção. “Ele faz parte do conjunto, como fez contra a Colômbia, quando roubou a bola e ela rodou até ele finalizar e marcar o gol”, disse, também justificando a decisão de sempre revezar os capitães da seleção. “Por isso tem o simbolismo da capitania, porque toda a equipe pode usá-la. A faixa é um simbolismo. Ele merece estar aqui nessa condição”, concluiu.
Em sintonia fina com Tite e satisfeito com o rendimento em campo da equipe, que acumula sete vitórias nos últimos sete jogos pelas Eliminatórias, desempenho que deixou o Brasil praticamente garantido na Copa do Mundo, o treinador apontou a força da seleção quando está bem preparada. “Nossa equipe, na minha opinião, se estiver focada, é a melhor. Sabemos disso, mas temos humildade de reconhecer os adversários e suas virtudes, mas temos de jogar e fazer nossa parte”, concluiu.
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