Nicolás Maduro e aliados mantêm fortuna bilionária em pelo menos 20 países
Organizações identificam cerca de US$ 3,8 bilhões em bens ocultos, apontam relatórios

Relatórios de organizações internacionais de combate à corrupção revelam que o líder venezuelano Nicolás Maduro e seus aliados possuem uma fortuna bilionária espalhada por ao menos 20 países, com ativos estimados em cerca de US$ 3,8 bilhões. Os dados fazem parte de investigações em andamento em países como Suíça, Espanha, Panamá, Colômbia e Argentina, segundo a Revista Oeste.
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De acordo com as apurações, a maior parte do patrimônio está fora da Venezuela e é mantida por meio de esquemas complexos de lavagem de dinheiro que dificultam o rastreamento. Entre os bens suspeitos que teriam relação com o regime estão imóveis, contas bancárias, jatos particulares, cavalos de corrida e relógios de luxo distribuídos em diversos territórios internacionais.
A ONG Transparência Venezuela identificou pelo menos 745 bens suspeitos ligados a Maduro, avaliados em aproximadamente US$ 3,5 bilhões, além de outros ativos de cerca de € 218 milhões já apreendidos na Europa. As organizações ressaltam que esses valores podem representar apenas uma fração dos recursos desviados, uma vez que as investigações seguem em andamento e novas informações ainda estão sendo levantadas.
Autoridades financeiras, por exemplo na Suíça, já confirmaram o congelamento de ativos relacionados ao presidente venezuelano e seus ministros como parte de esforços para impedir a fuga de capitais suspeitos de origem ilícita.
Nos Estados Unidos, medidas similares começaram em 2018 e se intensificaram nos últimos anos com o bloqueio de imóveis ligados ao regime venezuelano, incluindo propriedades de alto padrão na Flórida. Em 2025, foram anunciadas apreensões de bens estimados em cerca de US$ 700 milhões, envolvendo casas, aeronaves e outros itens de luxo associados ao círculo de Maduro.
Esses episódios ocorrem em meio a um contexto de crescente pressão internacional sobre o governo venezuelano, que enfrenta acusações de corrupção e sanções impostas por governos estrangeiros enquanto enfrenta uma crise econômica prolongada em seu país.
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