No Brasil, chefe do Arts & Culture fala sobre desafios
Mesmo entre os mais assíduos usuários de aplicativos do Google, a plataforma Arts & Culture, criada há sete anos, está longe de ser uma grande favorita. Com o objetivo de aproximar o público da arte por meio da tecnologia, a ferramenta lançou na semana passada, no Brasil, uma nova funcionalidade, o Art Selfie, em que usuários podem encontrar…

Mesmo entre os mais assíduos usuários de aplicativos do Google, a plataforma Arts & Culture, criada há sete anos, está longe de ser uma grande favorita. Com o objetivo de aproximar o público da arte por meio da tecnologia, a ferramenta lançou na semana passada, no Brasil, uma nova funcionalidade, o Art Selfie, em que usuários podem encontrar facilmente, por meio de algoritmos, rostos parecidos com os seus em obras de arte, a partir de fotos.
“Nunca vai ser o YouTube”, brinca o chefe do Google Arts & Culture, Phil Sharp, à reportagem, durante passagem pelo Brasil. Apesar de não falar em números de audiência, Sharp admite a popularidade baixa da plataforma. “Adoraríamos que mais pessoas conhecessem o aplicativo, mas não estamos tentando alcançar bilhões de usuários”, analisa. “Queremos torná-lo acessível para as pessoas interessadas e que queiram aprender sobre arte.”
Segundo Sharp, o Google entra em contato com museus quando programam conteúdos especiais, como o Art Selfie, por exemplo. Foi por causa dessa nova ferramenta que a Pinacoteca de São Paulo digitalizou, com câmeras de alta resolução do Google, seu acervo. Ao todo, rostos de 80 obras da instituição paulista figuram agora no Art Selfie – o que deixa a Pinacoteca como o museu com mais quadros presentes da ferramenta. “Temos visto mais instituições se abrindo para a ideia de se integrar à tecnologia. Nosso grande objetivo seria ter todos os museus do mundo.”
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