No Brasil, taubateano vai para a sua décima Copa do Mundo

Desde o escrete “campeão moral” da Copa de 78 –da qual o Brasil foi eliminado após a suspeita goleada da Argentina por 6 a 0 contra o Peru- que o dentista taubateano Daniel Sbruzzi é testemunha ocular da trajetória da seleção brasileira nos mundiais. Torcedor fanático, o dentista esteve presente em todos os Mundiais desde então.

Escrito por: João Pedro Teles3 min de leitura
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Álbum: fotos mostram passagens por copas da França, Itália, EUA e Japão

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Desde o escrete “campeão moral” da Copa de 78 -da qual o Brasil foi eliminado após a suspeita goleada da Argentina por 6 a 0 contra o Peru- que o dentista taubateano Daniel Sbruzzi é testemunha ocular da trajetória da seleção brasileira nos mundiais. Torcedor fanático, o dentista esteve presente em todos os Mundiais desde então.

A paixão pela camisa canarinho só não ultrapassa o amor pelo Carnaval. Criador do Bloco Vai Quem Quer, o mais tradicional de Taubaté, o dentista leva para os países da Copa a mesma irreverência que desfila nas avenidas da cidade.

Nos arredores dos estádios, Sbruzzi exibe faixas do bloco carnavalesco e inclusive se veste como mulher, assim como acontece durante o Carnaval. A festa chama tanto a atenção dos torcedores que por mais de uma vez Sbruzzi foi tema de reportagens sobre a torcida brasileira tanto na imprensa nacional quanto na internacional.

“Na Copa de 2002, por exemplo, depois da festa do título me perdi de meus amigos. Sem voltar para o hotel até tarde da noite, eles acabaram ligando em casa, no Brasil, para saber se minha mulher tinha notícias. Foi aí que ela respondeu que estava tudo bem, pois eu tinha acabado de dar uma entrevista para o programa do Faustão”, lembra.

Com exceção da Oceania, que ainda não sediou Copas, a fixação pelo torneio já levou o taubateano para todos os outros continentes. Argentina, Espanha, México, Itália, Estados Unidos, França, Coréia do Sul e Japão, Alemanha e África do Sul foram os destinos dos nove torneios.

“É o melhor período em que se pode visitar um país. O clima é sempre muito positivo, todas as pessoas com quem cruzamos fazem o possível para nos agradar e há oportunidade de conhecer gente de todas as nacionalidades”, comenta.

Timaços
Desde 1978, o taubateano acompanhou a evolução de diferentes escolas da seleção brasileira. Adepto ao futebol-arte, Sbruzzi elege como as melhores seleções que já viu jogar as de 1982 e 1986, ambas dirigidas pelo mestre Telê Santana.

As triangulações entre craques como Zico, Sócrates, Falcão e Junior ainda estão bem vivas na recordação. “Apesar de não ficarem com a taça, foram os times mais bonitos que eu já vi jogar. Um dos jogos mais bonitos de todos os tempos”, afirma.

A seleção de 2002 também merece reverência do veterano em Copas. A saga de Ronaldo, Rivaldo e companhia foi uma das mais empolgantes de acordo com ele.

“O time chegou desacreditado, mas os jogadores se superaram e jogaram muita bola. Com certeza foi uma Copa inesquecível, tanto dentro quanto fora de campo”, diz.

Decepções
Embora tenha visto algumas seleções brasileiras praticarem um mau futebol, como o time de Lazaroni em 1990 ou a apática seleção de Parreira em 2006, as maiores decepções aconteceram mesmo naquelas Copas em que o Brasil perdeu fora do campo.

“Em 1978 foi muito decepcionante ver o que a Argentina fez. Perdemos o torneio por causa de uma combinação de resultados. Já na França, em 1998, não houve entrega, mas deu para ver que perdemos aquela final por causa do que aconteceu com o Ronaldo na noite anterior”, comenta.

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