O avanço na rede hospitalar privada com soluções modernas para conforto dos pacientes
Hospital de transição visa oferecer especialidade de tratamento e cuidados não encontrados em hospitais gerais e de alta complexidade

A crise recente no sistema de saúde em decorrência da pandemia de Covid-19, com seu momento mais grave entre o fim de 2020 e início de 2021, levantou um debate até então adormecido na sociedade civil em relação à disponibilidade de leitos. Segundo dados da ANAHP (Associação Nacional dos Hospitais Privados), 25% dos leitos brasileiros são ocupados por pacientes de longa permanência, onde os idosos correspondem a 12%.
Nessa ótica, surge necessariamente a pauta dos hospitais privados, que atendem aos pacientes particulares e beneficiários de convênios. A prestação de serviços especializada em pacientes dependentes de cuidados médicos complexos, quadros de doenças crônico-degenerativas, tornou-se muito procurada nos últimos anos, com crescente considerável neste tipo de unidade hospitalar.
Na Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte, em São José dos Campos, o Hospital Royal Care, idealizado com inspiração em serviços oferecidos em Portugal e Estados Unidos, é exclusivo nesse tipo de atendimento.
“Os hospitais de transição foram criados na Europa há 25 anos, mas trouxemos esse conceito para cá há mais ou menos sete anos. Tivemos a experiência de conhecer esse modelo nos EUA e através dos portugueses, também precursores da ideia. Enfim, fomos diretamente ao berço da inspiração, o que acabou nos encantando”, destaca Danilo Ribeiro, médico e diretor da unidade joseense.
Segundo Danilo, a linha mestra de atendimento do Royal Care é para vítimas que sofreram algum tipo de “evento agudo”, deixando sequelas que na maioria das vezes vão perdurar por um longo tempo ou talvez para sempre. Mantém-se, ainda, o tratamento paliativo, garantindo humanização e dignidade para aqueles que não vão se recuperar e merecem o acolhimento que o momento exige.
“Agimos em pacientes que tenham passado por algum evento agudo, seja um AVC, um acidente de trânsito, ou até mesmo um cenário pós-Covid que exige essa recuperação. Ele adquire uma estabilidade no hospital de alta complexidade e vem para o de transição, que oferece estrutura hospitalar, equipamentos e toda atenção focada na reabilitação e adaptação da nova realidade”, pontua Danilo.
É importante considerar que eventos dessa natureza transformam a vida das pessoas, familiares e amigos. Assim, o atendimento disponibilizado enfoca todos os ângulos para permitir que os envolvidos ultrapassem a linha da negação e revolta, potencializando a aceitação do que é inexorável. E é possível. Sabemos da capacidade do ser humano de se adaptar à nova realidade. Assim, a proposta é de contribuir para acelerar o processo e assim ultrapassar os limites da prestação de serviços para atingir a esfera da humanização do atendimento. Os resultados são mesmo impressionantes, até porque, na maioria das vezes, o hospital oferece recuperação que o paciente não atingiria num atendimento comum.

Quando procurar um hospital de transição?
Muitas são as hipóteses que justificam a busca pelo atendimento ao hospital de transição, desde quando se vislumbra o cuidado de feridas e curativos complexos, distúrbios nutricionais elegíveis a nutrição enteral e parenteral, ventilação mecânica permanentes, internações prolongadas e até aquele paliativo, quando não haverá recuperação.
Às vezes o home care, indicado para pacientes que podem ser atendido dessa forma mas não é possível para a família, por diversas razões e por isso o Royal Care se apresenta como uma opção segura e humanizada. “Em média, o plano de saúde chega a economizar 70% do valor da internação quando utilizado o modelo de transição” e, em caso de substituição ao home care, vem se mostrando eficiente para ambos – convênio e família”.
Segundo Danilo, os hospitais de transição entram como uma atenção secundária na escala das divisões dos tipos de saúde. Dividido em três etapas, o Ministério da Saúde mostra em dados que, redes de saúde terciária atualmente apresentam enorme sobrecarga, tornando-se imprescindível que novos modelos venham contribuir com o alívio ao Estado.
“Vemos através dos dados do Ministério da Saúde que a maior demanda está na rede terciária de saúde. Ou seja, pronto atendimento, hospitais gerais, unidades básicas, entre outros. Sendo que as redes primária e secundária resolvem e atendem quase 80% dos problemas da população. O hospital de transição entra nessa escala com uma atenção secundária. Então essa orientação é de suma importância”, afirma o diretor do hospital.
Segundo ele, o modo que o Royal Care trabalha visa acolher o paciente e sua família para que tenham uma segurança maior durante o período de recuperação do evento agudo que passou e, após, adaptando-se a uma nova forma de vida.
“Nossos quartos têm vista aberta do chão ao teto. Tudo para que o paciente mantenha contato com o mundo externo. Ele precisa saber quando é dia e quando é noite. Tudo isso ajuda na sua recuperação “, afirma.







Hospitais gerais x hospital de transição
Os hospitais de transição são diferentes em alguns aspectos dos chamados hospitais de alta complexidade, ou “hospitais gerais”.
Segundo Danilo, os pontos principais das unidades de transição são o menor risco às infecções hospitalares e à humanização do atendimento.
“Aqui o paciente tem menor risco para adquirir infecções. Nós os recebemos dos hospitais de alta complexidade e os mantemos sob regime de vigilância durante 14 dias, para só depois ser liberado. É um processo para diminuir as chances de qualquer infecção. Além disso, nosso foco é em humanizar totalmente a estadia dos pacientes, trabalhando juntamente com a família todo o desgaste emocional que uma estadia longa pode trazer”, detalha o médico.
Ainda segundo Danilo, três modalidades de internação são seguidas pela Royal Care: pacientes em transição; em regime de cuidados paliativos e de longa permanência. Cada um deles em uma avaliação que vai de 30 a 90 dias, dependendo da situação de cada um dos casos.
“O regime paliativo é um pouco mais delicado, já que torna-se necessária uma abordagem multidisciplinar da equipe, com olhar humanizado para a família e entendendo todo o processo. Mesmo sabendo que nestes casos o desfecho não será a recuperação, prezamos pela responsabilidade em relação à família para que o ciclo se encerre de uma forma consciente e o menos dolorosa possível”, destaca.
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