O drama de deixar os filhos pela primeira vez na escola

As escolas centralizam suas atenções nas crianças e esquecem de que as mães também necessitam de certo ajustamento emocional

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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Muitas mães sentem que a escola está lhes “roubando” o filho

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A mãe, a professora, a criança

As escolas têm centralizado tanto suas atenções nas crianças em fase de adaptação que facilmente esquecem de que as mães também necessitam de certo ajustamento emocional. É normal que elas desejem que o filho se dê bem na escola e para isso procurem incentivá-lo.

Muitas mães, entretanto, sentem que a escola está lhes “roubando” o filho e têm dificuldade em aceitar a ideia de entregá-lo ao cuidado de “outros” durante várias horas do dia. Há educadores que geralmente, encaram com indiferença esta atitude das mães, mas isso é errado: elas podem estar precisando de ajuda e encorajamento para darem mais autonomia a seus filhos !

É no lar que a criança cresce emocionalmente, encontrando uma base segura a partir da qual ela pode sair para explorar o mundo, e para onde as novas pressões e exigências, muitas vezes a fazem retornar, em busca de amor, reconforto e descanso. Não é saudável existir disputa entre o lar e a escola, pela lealdade e afeição da criança. A cooperação será facilitada quando:

* os pais abrirem mão da tarefa de criar o próprio filho, permitindo que ele se exponha às influências de outras pessoas e do mundo. E isso deve ser feito, sem que a criança perceba suas ansiedades a respeito.

* A professora, por sua vez, sempre demonstrar atitudes de convicção e serenidade.

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Pais devem agir com naturalidade

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Os pais deverão também tolerar com boa vontade e naturalidade, a tendência da criança citar a professora como “a grande autoridade” em todos os assuntos. A professora torna-se o adulto mais importante na vida da criança, depois dos familiares – e às vezes, até a frente deles ! Pois, representa para o aluno um novo tipo de adulto, que ela tenta imitar e agradar.

Geralmente, é a mãe que funciona como “ponte” entre a criança e a escola, mas não podemos esquecer do importante papel desempenhado pelo “pai” na fase inicial da vida escolar. As escolas e as famílias comportam-se muitas vezes, como se o pai não existisse. É comum que um pai se omita das questões que competem à escola, delegando-as exclusivamente à mãe. Mas a experiência tem demonstrado que a participação do pai, é de valiosa importância na adaptação e no desempenho do aluno.

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