O exercício como terapia na prática médica
A revista americana The Lancet lançou em maio deste ano um estudo completo sobre o panorama de saúde brasileiro, entitulado “A saúde dos Brasileiros”.


Medicina e Educação Física devem caminhar cada vez mais juntas e alinhadas
Divulgação/Cia Athlética
A revista americana The Lancet lançou em maio deste ano um estudo completo sobre o panorama de saúde brasileiro, entitulado “A saúde dos Brasileiros”. Neste estudo, ficou clara a diminuição da incidência de mortes por infecções e o avanço das mortes por eventos cardiovasculares e doenças crônicas não transmissíveis (DCNTs). Neste estudo, ficou muito clara a necessidade dos setores público e privado encontrarem soluções para o maior incentivo à prática de atividades físicas e diminuição do sedentarismo.
O desafio atual das academias e profissionais da área de saúde é desenvolver e estruturar produtos e serviços que possam atender melhor às necessidades e exigências da comunidade médica na prescrição de exercícios especialmente adaptada para obesos, diabéticos, hipertensos, dislipidêmicos, gestantes e portadores de disfunções posturais e/ou osteomusculares.
Nos Estados Unidos, existe um conjunto de exigências para certificação de academias como “medical fitness centers” pela Medical Fitness Association, que inclui a criação de um Conselho de Saúde formado profissionais de diversas áreas (médicos, nutricionistas, fisioterapeutas, profissionais de educação física, fisiologistas e avaliadores físicos) atuando de maneira integrada entre si, com o objetivo de desenvolver no praticante um estilo de vida saudável, para minimizar o risco de doenças e disfunções ligadas ao sedentarismo. A equipe de profissionais da academia deve ser permanentemente treinada para a gestão de programas voltados para a saúde preventiva, prescrição adaptada de exercícios e atendimento de emergências, incluindo ressuscitação cardiopulmonar e o manuseio do desfibrilador externo automático.
No Brasil, já existem academias certificadas pela Medical Fitness Association. Existem também campanhas como Exercise is Medicine (promovida pelo American College of Sports Medicine) e Médico Ativo, para incentivar a comunidade médica a receitar atividade física formalmente, através de receituário específico, por escrito, já que o exercício físico regular é parte integrante e importante do tratamento de diversas DCNTs. Existem também academias que desenvolveram softwares específicos para a prescrição de exercícios para portadores de ocorrências médicas cardiovasculares, metabólicas, musculares e osteoarticulares, com filtros específicos que indicam ou contra indicam o exercício em cada caso, garantindo a qualidade da prescrição do exercício por toda a equipe.
Na prevenção das DCNTs, medicina e educação física devem caminhar cada vez mais juntas e alinhadas. Os médicos podem contribuir não só através da liberação do paciente para a atividade física, como através do incentivo formal de receitá-la como parte do tratamento. E os educadores físicos, através do seu papel como promotor de saúde preventiva, cada vez mais estruturada!
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