O que esperar dos investimentos em 2014?
O cenário de aversão ao risco observado em 2013 deve-se repetir em certa medida neste ano. Os investidores terão de ser seletivos, tanto na alocação estratégica quanto tática, para seus ativos. Ativos de renda variável, como ações, moedas estrangeiras, ouro; e ativos de renda fixa títulos públicos federais e LCA (letra de crédito agrícola) ou […]

O cenário de aversão ao risco observado em 2013 deve-se repetir em certa medida neste ano. Os investidores terão de ser seletivos, tanto na alocação estratégica quanto tática, para seus ativos.
Ativos de renda variável, como ações, moedas estrangeiras, ouro; e ativos de renda fixa títulos públicos federais e LCA (letra de crédito agrícola) ou LCI (letra de crédito imobiliária); debêntures de empresas entre outros são os que estão ao alcance do pequeno investidor, seja por meio da rede bancária ou por meio de sociedade corretora de valores. Deste modo estes deverão ser considerados para a composição de alocação de investimentos.
O cenário geral, para cada classe de ativo, varia de acordo com o objetivo, prazo e montante do investimento feito para cada pessoa. O investimento em bolsa de valores, ações, deverá ter desempenho mediano, sem valorizações expressivas, enquanto perdurar a tendência de baixo crescimento da economia brasileira, pois tende a gerar menos lucro para as empresas e, por conseguinte, o valor do papel em bolsa poderá ficar “andando de lado”.
Para moeda estrangeira, em especial o dólar, deverá apresentar valorização, na medida em que fatores como, redução dos estímulos monetários por parte de FED (Federal Reserve), desconfiança dos investidores internacionais quanto a “qualidade” das contas publicas do governo federal, e melhoria gradual das economias desenvolvidas; ganhem corpo, ou seja, materializem-se.
Os ativos de renda fixa, quais sejam, pré-fixados ou pós-fixados, por meio de diversos veículos de investimentos também merecem cuidado na escolha. O principal vetor é a taxas de juros que o governo imprime na economia. A tendência para taxa de juros é de elevação moderada concluído um ciclo de aperto monetário iniciado no 2º semestre de 2013. Este movimento é esperado para enfrentar duas situações (1) conter a inflação e (2) suavizar o processo de depreciação do Real frente ao Dólar.
Neste sentido, ao longo do ciclo de alta, é recomendado possuir ativos de renda atrelados a variação da taxa de juros, em vez de manter títulos puramente pré-fixados. Poderão ser atrelados a variação da Taxa Selic , como alguns títulos públicos, ou em relação ao CDI, como as LCI ou LCA, debêntures entre outros; também recomenda-se, enquanto o cenário segue com a premissa de inflação com tendência alta considerar a possibilidade de títulos atrelados a variação da inflação IPCA ou IGPM.
Constitui-se desta forma, um cenário, ainda com possibilidade de aumento na taxa de juros, a inflação deve seguir incomodando o governo batendo no teto da meta, apresentando poucos indícios de arrefecimento. A tendência de valorização da moeda estrangeira em curso. E para investimentos, em bolsa, ser cuidadoso preservando parte da carteira em liquidez, para procurar oportunidades de compra de ações com bons fundamentos a preços convidativos.
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