O Turismo brasileiro sobrevivendo à crise econômica

Primeiro semestre de 2015 teve um recorde de vendas de pacotes turísticos

Escrito por: Do Meon4 min de leitura
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Turismo não pode ser tido como “luxo” ou trivialidade

Apesar de todas as áreas da vida econômico-social estarem gravemente atingidas pela crise econômica, o turismo no Brasil pode ser uma chave para reverter o quadro de instabilidade, segundo diversos profissionais e especialistas na área. Para que o turismo realmente consiga angariar fundos e auxiliar o país a fomentar sua economia é preciso, antes de mais nada, abertura de possibilidades de investimentos.

O setor de turismo não pode ser tido como “luxo” ou trivialidade, pois trata-se de uma área que facilmente gera empregos, oportunidades e desenvolvimento. Segundo alguns especialistas e donos de agências, o setor de turismo ainda não alavancou mais por falta de visão dos Estados Nacionais, que não vêem no setor a oportunidade de gerar riqueza interna e atrair investimentos para o país.

O Brasil é um exemplo dessa falta de visão. Apesar de o turismo internacional ter tido uma movimentação de 1,3 trilhão de pessoas, e só os turismos internacional e nacional somaram cerca de 6 trilhões de pessoas viajando, o governo brasileiro cortou 70% da verba do Ministério do Turismo. O ministro atual do turismo, Henrique Eduardo Alves, acredita na necessidade de fortalecimento do segmento através de políticas de divulgação. Segundo ele, o turismo é a atividade que gera emprego e renda de maneira mais rápida.

Apesar dos cortes nos investimentos no turismo nacional, da retração fiscal e da crise econômica, dados apontam que os brasileiros não pararam de viajar. Segundo a Agência Nacional de Aviação Civil, foram 124,7 milhões de passageiros nos aeroportos de janeiro a julho no ano de 2015. Os números são bem maiores do que nos anos de 2014 e 2013 que registraram 123,2 e 115,7 milhões de passageiros respectivamente.

Uma das maiores agências de viagens e turismo no Brasil também registrou dados que enfrentam diretamente as problemáticas levantadas pela crise econômica. Segundo a CVC, o primeiro semestre de 2015 representou um recorde histórico de vendas, com aumento de cerca de 10% da saída de pacotes em relação aos períodos normais. As agências de viagem, companhias aéreas e associações do segmento permanecem, portanto, confiantes em relação às atividades do setor.

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Turistas estão em busca de promoções

Reprodução

O que explica a continuidade da movimentação turística brasileira e o otimismo em relação à área mesmo em tempos de crise é a criação de novas estratégias para continuar viajando e a mudança de hábito do consumidor em relação aos tempos de “vacas gordas”. As opções de pacotes e promoções têm sido as mais solicitadas para as viagens atualmente, pois neles itens como hospedagem, passagem aérea e alimentação costumam estar inclusos.

A dica é ficar de olho nos sites das agências e das companhias aéreas e não perder de vista nenhuma promoção de venha à tona. Preferir serviços mais baratos e temporadas mais curtas também é uma questão importante a ser observada por quem não quer deixar de relaxar longe de casa, mas precisa pensar no bolso e nos gastos a serem pagos no fim do mês.

Outra dica importante é, nesses períodos, dar atenção especial a viagens para locais relativamente mais próximos a onde você mora. As passagens aéreas para locais próximos costumam ser mais baratas e, no caso do Brasil, se você optar por visitar outro estado, não terá problemas de conversão monetária. Se optar pelos países da América do Sul, terá a vantagem de o real estar valorizado em relação às demais moedas.

Quanto à hospedagem, é importante ter em mente qual o seu objetivo da viagem, não fique deslumbrado com elementos luxuosos que não lhe serão úteis no dia a dia naquela cidade. Se seu objetivo for unicamente descansar e tirar um tempo para si, escolha um hotel confortável, mas que possua apenas os elementos essenciais para te deixar relaxado. Se seu objetivo, no entanto, for passear e conhecer lugares, opções mais baratas que hotéis – como hostels e pousadas – podem ser mais adequadas para sua viagem e para seu bolso.

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