Operação Batizado termina com a prisão de cinco, em São José

MP investiga casos de lavagem de dinheiro e fraudes no comércio de combustível da Revap; empresa afirma que as adulterações ocorreram em produtos de terceiros

Escrito por: Ana Lígia Dal Bello2 min de leitura
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O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado) deflagrou, na terça-feira (17), a Operação Batizado, que resultou na prisão de cinco pessoas em São José dos Campos. Foram emitidos sete mandados de busca e apreensão em Jacareí e São Paulo, além de São José, contra o mesmo grupo denunciado em 2013 por crimes contra a ordem econômica e associação criminosa.

As penas variam de oito a cinco anos de prisão e incluem a punição por terem contaminado o solo ao manusearem o combustível.

A operação originou-se da investigação do MP (Ministério Público) de São Paulo sobre comercialização irregular de combustível e lavagem de dinheiro. O órgão constatou movimentação intensa de caminhões-tanque num estabelecimento comercial de atividades relacionadas a combustíveis. A suspeita é de que parte daqueles caminhões se dirigia ao local assim que eram abastecidos na Revap, refinaria Henrique Laje. Para o MP, isto indica a possibilidade de desvio de combustível.

Além das buscas e apreensões, o Poder Judiciário decretou o bloqueio de bens dos investigados.

Outro lado

A Petrobras informou por nota que “a Revap produz e entrega combustíveis para todos os distribuidores da região de São José dos Campos, dentro das especificações legais e normativas”. A nota também diz que “os desvios e as adulterações mencionadas ocorreram em produtos de propriedade de terceiros e fora de instalações da Revap”.

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