Oposição vai à Justiça para tentar barrar novamente votação do zoneamento em São José
Votação está prevista para acontecer às 19h desta terça-feira


Votação está prevista para acontecer nesta t
Reprodução/Câmara Municipal de São José
O vereador Wagner Balieiro (PT) recorreu, novamente, ao Tribunal de Justiça para impedir a votação do projeto da Lei de Zoneamento de São José dos Campos, prevista para acontecer nesta terça-feira (8), às 19h, na Câmara Municipal.
O petista protocolou, na segunda-feira (7), um recurso contra a decisão da Justiça que liberou a tramitação do projeto na Casa, no último dia 2. Até a publicação desta matéria, ainda não havia saído uma decisão sobre essa apelação.
O parlamentar persiste e aponta que falta estudos técnicos que, segundo ele, seriam necessários para avaliação do texto antes que ele fosse colocado em pauta para votação.
A equipe do petista explicou que até o momento não foram apresentados estudos técnicos que embasaram as “dezenas de mudanças entre o que foi apresentado à população nas audiências públicas e o que, de fato, chegou para ser votado”.
A assessoria de imprensa do vereador disse ainda que “não tem motivo para não ter transparência, nem fazer uma votação de forma atropelada. O prazo para a votação da nova lei é 2020. Queremos que a cidade cresça, mas preservando a qualidade de vida das pessoas e do meio ambiente. A proposta é evitar que, depois da lei aprovada, tenhamos risco de questionamentos judiciais”.
Diante disso, o presidente da Câmara Municipal, o vereador Robertinho da Padaria (PPS), considera essa tentativa “lamentável”. Segundo ele, as dúvidas já teriam sido esclarecidas e “isso só atrapalha o desenvolvimento da cidade”, avaliou.
A Prefeitura também foi procurada e informou que desconhece a informação e não foi notificada sobre nenhuma decisão judicial.
Entenda o caso
O projeto da Lei de Zoneamento estava previsto para ser votado na última quinta-feira (3), mas a sessão foi suspensa porque a Justiça acatou pedido do vereador Wagner Balieiro (PT), que questionava a falta de estudos sobre a proposta.
Porém, no dia seguinte, a Justiça suspendeu a liminar atendendo a um recurso apresentado pelo prefeito Felicio Ramuth (PSDB), que apresentou ao judiciário um link onde constariam estudos técnicos questionados pelo parlamentar. Segundo a decisão do TJ, os documentos não estavam anexados no projeto, mas existem e teriam sido apresentados.
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