Os macacos vão para o céu
O conflito é a essência de toda narrativa. Ontem assistia ao remake de King Kong quando lembrei que outro macaco protagonizou um dos mais belos conflitos da sétima arte. Em “2001 — Uma Odisseia no Espaço”, livro de Arthur Clarke, dirigido por Stanley Kubrick, um macaco mata outro, da comuna rival, com um pedaço de […]

O conflito é a essência de toda narrativa. Ontem assistia ao remake de King Kong quando lembrei que outro macaco protagonizou um dos mais belos conflitos da sétima arte.
Em “2001 — Uma Odisseia no Espaço”, livro de Arthur Clarke, dirigido por Stanley Kubrick, um macaco mata outro, da comuna rival, com um pedaço de osso. Empunhando o osso como troféu, arremessa-o pra cima. A câmera acompanha a trajetória, cortando, em fusão, para uma nave espacial, tripulada por humanos e um computador, o HAL 9000, que vai ganhando inteligência até perceber que tem o poder absoluto sobre sua tripulação – a mesma revelação do macaco, enfim.
O grande conflito revelado pela genialidade de Clarke e Kubrick, é que o pensamento não nos levou a lugar nenhum a não ser ao poder. Inventamos armas, inventamos a roda, a arte, a tecnologia, a ética, mas nossa insensibilidade continua a mesma.
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