Padre é acusado de racismo após negar atendimento de garçom negro em restaurante de Jacareí

De acordo com a vítima, o padre disse que não queria ser atendido “por aquele pretinho” e que o garçom não deveria carregar o nome de Jesus

Escrito por: Fernanda Niquirilo2 min de leitura
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Um padre da Diocese de São José dos Campos está sendo acusado de racismo, após ter negado o atendimento de um garçom negro no último domingo (18), no Centro de Jacareí.

De acordo com a Polícia Civil, o garçom José Oliveira de Jesus, de 62 anos, relata que teria tentado por seis vezes servir o cliente, mas o mesmo permanecia de cabeça baixa sempre que ele se aproximava.

Na última vez que o garçom tentou chegar perto da mesa, o padre teria se levantado indo até o balcão para pegar a comida dele dizendo que não queria ser atendido “por aquele pretinho”. De acordo com a vítima, o padre teria dito ainda que o garçom não deveria carregar o nome de Jesus.

Ainda segundo o policiamento, famosamente conhecido na cidade como garçom Azeitona, José Jesus registrou o boletim de ocorrência e foi orientado sobre o prazo para representação contra o padre.

O que diz a Diocese

Em nota, a Diocese de São José dos Campos informou que os fatos relativos à acusação contra um de seus padres estão sendo apurados pelas instâncias competentes. Leia a nota na íntegra:

“A Diocese de São José dos Campos, esclarece que os fatos relativos à acusação contra um de seus padres estão sendo apurados pelas instâncias competentes.

Esclarece ainda que são inaceitáveis atos de racismo em qualquer esfera da sociedade, principalmente vindo do âmbito religioso – cujo lugar é propagar o respeito mútuo, o amor sincero e o diálogo. “Não podemos tolerar ou fechar os olhos ao racismo e à exclusão de qualquer forma e, pretendemos defender a santidade de toda vida humana”, afirmou o Santo Padre Francisco em audiência pública em junho de 2020.

Fica assim manifesto publicamente nossas orações, apoio e amizade às vítimas, e a certeza de que juntos venceremos e combateremos qualquer ato discriminatório que fira qualquer pessoa”.

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