Palestra de filósofo na Itália, em 1961, provocou Lukács
Inédito no Brasil, o livro “O Que É a Subjetividade?” (Editora Nova Fronteira, 160 págs., R$ 39,90) trata do tema no âmbito da filosofia marxista. A convite do Instituto Gramsci de Roma, em 1961, o filósofo Jean-Paul Sartre tenta responder a uma pergunta que o inquieta desde a juventude. Mas, nessa tentativa, acaba esbarrando em ícones do…

Inédito no Brasil, o livro “O Que É a Subjetividade?” (Editora Nova Fronteira, 160 págs., R$ 39,90) trata do tema no âmbito da filosofia marxista. A convite do Instituto Gramsci de Roma, em 1961, o filósofo Jean-Paul Sartre tenta responder a uma pergunta que o inquieta desde a juventude. Mas, nessa tentativa, acaba esbarrando em ícones do marxismo, como Lukács, dando uma resposta atravessada ao seu livro “Existencialismo ou Marxismo” (1948).
Lukács denunciava o nascente existencialismo sartriano como uma arma ideológica da burguesia, preferindo ignorar que o filósofo francês não defendia a liberdade total do indivíduo, mas o compromisso com suas responsabilidades políticas – justamente por ser livre, o homem é responsável, defendia o pensador.
Para não comprar briga com os comunistas italianos, já que estava queimado entre os comunistas franceses desde 1956, por condenar a intervenção soviética na Hungria, Sartre, de modo inteligente, desloca a questão para o terreno literário, primeira analisando a questão do subjetivismo em “A Cartuxa de Parma”, de Stendhal, depois discutindo com seus pares outros autores, como Flaubert (Madame Bovary).
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