Palmeiras supera arbitragem polêmica e bate a Ponte
O técnico Gilson Kleina resolveu escalar força máxima no Palmeiras para buscar a melhor campanha da fase de classificação do Campeonato Paulista e se deu bem. Neste sábado, quatro dias depois de atuar em Rondônia pela Copa do Brasil, a equipe alviverde venceu a Ponte Preta por 3 a 2, no Pacaembu, pela penúltima rodada. O protagonista do jogo…

O técnico Gilson Kleina resolveu escalar força máxima no Palmeiras para buscar a melhor campanha da fase de classificação do Campeonato Paulista e se deu bem. Neste sábado, quatro dias depois de atuar em Rondônia pela Copa do Brasil, a equipe alviverde venceu a Ponte Preta por 3 a 2, no Pacaembu, pela penúltima rodada.
O protagonista do jogo foi o árbitro Marcelo Rogério, que não expulsou Adrianinho no primeiro tempo, errou ao marcar um pênalti para o Palmeiras no segundo e compensou anotando outro para a Ponte Preta. A partida foi decidida, porém, em bela troca de passes que culminou com gol de Mendieta, aos 42 minutos do segundo tempo.
Com 35 pontos, o Palmeiras provisoriamente é o líder geral, mas o Santos, com 32, pode passá-lo se vencer o Rio Claro, neste domingo. No próximo fim de semana, o clássico na Vila Belmiro deve definir quem fica com a melhor campanha.
Já a Ponte Preta segue com 24 pontos e ainda não garantiu vaga antecipada nas quartas pelo Grupo B. Sofre a ameaça do São Bernardo, que tem 20 e visita o Bragantino ainda neste sábado. Uma vitória contra o Mogi Mirim, domingo que vem, em casa, garante os campineiros na próxima fase, em segundo lugar – a liderança é do Santos.
O JOGO – Se inicialmente a ideia era poupar parte dos titulares, que fizeram jogaram num gramado pesado depois de uma longa viagem até Rondônia, Gilson Kleina mudou de ideia e decidiu escalar força máxima para vencer a Ponte. Mas os visitantes é que abriram o placar. Aos 2 minutos, Magal cruzou, Rossi cabeceou em cima de Juninho, pegou a sobra na sequência e bateu sem chances para Fernando Prass.
Com Bruno Cesar titular, o Palmeiras demorou a conseguir criar chances. A primeira veio só aos 15, exatamente num chute do ex-corintiano, para fora. Só depois dos 30, porém, é que o meio-campo passou a funcionar de verdade. E a dupla Valdivia/Bruno Cesar concentrou as melhores oportunidades. Na melhor delas, Roberto pegou chute do chileno.
O jogo, porém, poderia ter tido outro desenrolar se o árbitro Marcelo Rogério tivesse expulsado Adrianinho quando o meia acertou cotovelada proposital em França. O juiz viu o lance, mas só deu cartão amarelo.
Vadão fez justiça no intervalo e tirou o veterano, assim como Bruno Silva. Aos 14 do segundo tempo, fez a terceira substituição, trocando Rossi, um meia ofensivo, pelo lateral Thiago Carleto. Recuada, a Ponte Preta pagou o preço.
Logo no minuto seguinte, Bruno César bateu falta na área, Roberto saiu mal, espalmou para o meio da área, e Eguren fez no rebote, empatando o jogo. Aos 16, na sequência, Bruno César invadiu a bola com a área, adiantou ela e chutou o pé de apoio de Carleto. O palmeirense se jogou e o árbitro marcou pênalti ao invés de marcar falta pró-Ponte. Alan Kardec bateu e virou.
A conta de erros do árbitro estava 1 x 1, mas Marcelo Rogério quis compensar o pênalti mal marcado. Aos 24, Wendel encostou em Silvinho na área e o atacante mergulhou. Na cobrança, o próprio ex-são-paulino fez 2 a 2 no placar de gols.
Por pouco a Ponte não virou aos 29, num chute de Antônio Flávio que explodiu no travessão. O Palmeiras também ameaçou, em batidas perigosas de Alan Kardec e Patrick Vieira. Depois, Silvinho ficou cara a cara com Fernando Prass e bateu sem forças.
O gol da vitória saiu aos 42 minutos. Após boa trama do ataque alviverde, Kardec foi lançado por Valdivia nas cotas da zaga, pelo lado esquerdo da área, e rolou para Mendieta escorar para o gol vazio.
FICHA TÉCNICA:
PALMEIRAS 3 X 2 PONTE PRETA
PALMEIRAS – Fernando Prass; Wendel, Lúcio, Tiago Alves e Juninho; Eguren, França (Mendieta), Valdivia e Bruno César (Patrick Vieira); Leandro (Vinicius) e Alan Kardec. Técnico – Gilson Kleina.
PONTE PRETA – Roberto; Ferrugem, César, Diego Sacoman e Magal; Bruno Silva (Neilson), Alef, Adrianinho (Bida) e Rossi (Thiago Carleto); Silvinho e Antônio Flávio. Técnico – Vadão.
GOL – Rossi, aos 2 minutos do primeiro tempo. Eguren, aos 15, Alan Kardec, de pênalti, aos 17, e Silvinho, de pênalti, aos 25, e Mendieta, aos 42 minutos do segundo tempo.
ÁRBITRO – Marcelo Rogério.
CARTÕES AMARELOS – Wendel, Thiago Carleot, Alef, Bruno Silva, Diego Sacoman e Adrianinho.
RENDA E PÚBLICO – Não disponíveis.
LOCAL – Estádio do Pacaembu, em São Paulo.
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