Para as feridas do amor

Sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos até que se tornem feridas. Repare que a gente tende a se coçar muito além da conta, porque descobrimos que se coçar não é apenas um alívio, mas um prazer. Veja o amor. Eu conheço alguém que preenche as condições básicas para que eu goste dela. Minha […]

Escrito por: Meon Redação1 min de leitura
fundo_placeholder-023136

Sentimentos funcionam como picadas de mosquito, que coçamos até que se tornem feridas. Repare que a gente tende a se coçar muito além da conta, porque descobrimos que se coçar não é apenas um alívio, mas um prazer.

Veja o amor. Eu conheço alguém que preenche as condições básicas para que eu goste dela. Minha lábia pode, quem sabe, conquistá-la, mas o destino mais importante de minhas palavras é o de me fazer apaixonar cada vez mais. Ou seja, talvez os sentimentos existam antes de serem declarados, mas eles só crescem e tomam conta da gente na hora de serem ditos.

O amor romântico começou há mil anos, e seu berço foi o triângulo amoroso. Tristão protege Isolda, a futura esposa de seu tio, e se apaixona por ela. Lancelote venera seu rei Arthur, mas se apaixona pela rainha. E os poetas clássicos do “amor”, em geral, amam damas casadas, mesmo sendo fiéis a seus senhores.

Alguns acham que falta muito amor em suas vidas. Outros reclamam do estrago que o excesso de amor faz. Para esses, a cura é simples: basta não se coçar para que as picadas de mosquito parem de incomodar.

Publicado em: