Para CPI, Pró-Lar movimentou R$ 1,3 mi em contratos com ‘laranjas’

Fundação de Jacareí está sendo investigada por supostas fraudes em contratos

Escrito por: João Pedro Teles2 min de leitura
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Sessão ouviu 28 dos ‘laranjas’ que teriam sido usados pela fundação

Divulgação/CMJ

A Fundação Pró-Lar, de Jacareí, teria utilizado o CPF de mais de 70 pessoas para fraudar contratos e driblar licitações nos serviços de capina realizados entre janeiro e dezembro de 2016.

A constatação é da CPI (Comissão Parlamentar de Inquérito) que investiga possíveis irregularidades nos contratos da fundação no ano passado. Todas essas pessoas foram convocadas para comparecer à  sessão desta terça-feira (15) da CPI, mas apenas 28 compareceram.

O esquema, de acordo com a comissão, usaria os CPFs para abrirem novas inscrições municipais, que serviam como ‘laranjas’ para que os contratos não ultrapassassem os R$ 8 mil. A partir deste valor, os contratos precisam se submeter a processos licitatórios.

Ainda de acordo com a CPI, o expediente utilizado pela empresa teria movimentado R$ 1,3 milhão. A maioria deste montante referente ao segundo semestre de 2016.

Nos depoimentos desta terça, todos os 28 depoentes afirmaram que um casal solicitava os números dos CPFs para abertura das inscrições municipais em troca de uma quantia de dinheiro.

Concretizada a abertura, este casal supostamente usava as empresas para receber por serviços que não seriam realizados por esses prestadores de serviço.

Agora a CPI estuda quais serão as próximas ações da comissão para os próximos dias.

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