Para o goleiro japonês Kawashima o mais importante é a união da equipe
Os jogadores japoneses são elegantes quando têm a posse de bola. Os atuais campeões asiáticos são excelentes nos passes curtos e desenham padrões geométricos em todo o gramado. Entretanto, possuem um ponto fraco e com uma defesa de porte físico inferior e baixa estatura, se viram superados pela contundência da Costa do Marfim na estreia por 2 a 1, na estreia de ambos na Copa do Mundo da Fifa 2014, em Recife, Pernambuco.


Para o goleiro japonês Kawashima o mais importante é a união da equipe
Divulgação/Fifa
Os jogadores japoneses são elegantes quando têm a posse de bola. Os atuais campeões asiáticos são excelentes nos passes curtos e desenham padrões geométricos em todo o gramado. Entretanto, possuem um ponto fraco e com uma defesa de porte físico inferior e baixa estatura, se viram superados pela contundência da Costa do Marfim na estreia por 2 a 1, na estreia de ambos na Copa do Mundo da Fifa 2014, em Recife, Pernambuco.
Apesar de ter saído na frente no placar com uma virtuosa triangulação entre Keisuke Honda, Shinji Kagawa e Shinji Okazaki, o Japão foi incapaz de superar a força e a velocidade dos marfinenses. A defesa nipônica foi submetida e vencida pela investida africana. No segundo tempo, sofreu dois gols em apenas dois minutos após jogadas aéreas.
“Durante os últimos quatro anos nos concentramos no ataque”, comentou o goleiro Eiji Kawashima ao site da Fifa. Jogador com a melhor visão dos pontos fortes e fracos da equipe, ele usou um tom desafiante para afirmar que a sua seleção não vai perder essa característica.
“Queremos manter a posse de bola e subir ao ataque, usando as nossas qualidades e capacidade técnica para marcar gols”, disse Kawashima. “Vamos atacar e é assim como vamos jogar”, afirma.
Beleza Imperfeita
Wabi-sabi é um conceito japonês de encontrar beleza nas coisas imperfeitas, transitórias e incompletas. Uma ideia que celebra a humanidade e a melancolia, desafia a perfeição e louva o inevitável, representado pela morte. Na sua partida de estreia contra a Costa do Marfim, o Japão foi uma equipe imperfeita e incompleta. Cativaram com um ataque envolvente, mas viram a sua força defensiva murchar como uma flor.
O selecionado japonês é conhecido por ser influenciado pelas tradições do jogo coletivo e do trabalho em equipe. Há quatro anos, no Mundial da África do Sul, eles até arriscaram uma postura defensiva, mas não foram longe e descartaram esse estilo. O Japão caiu nas oitavas de final nos pênaltis diante do Paraguai, uma equipe especializada em se defender.
Atualmente, sob o comando do estrategista italiano Alberto Zaccheroni, a seleção japonesa volta a apostar no jogo de ataque. Todo o esforço vai estar voltado em manter a posse de bola e transformá-la em gols. “Essa é a maneira como o Japão deve jogar”, declarou Kawashima, que fala quatro idiomas de forma fluente e é o goleiro do Standard de Liège, um dos grandes da Bélgica.
Novos campeões do futebol romântico
Existe algo de romântico no jogo ofensivo japonês aqui no Brasil. Uma ideia de futebol que deve conquistar os torcedores locais, sempre receptivos a esse estilo de jogo. A equipe do técnico Zaccheroni vai atuar no país que tem a maior comunidade japonesa fora do Japão e que possui uma eterna devoção pelo jogo bonito. É o lugar perfeito para uma exibição ofensiva.
(* com informações da Fifa.com)
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