Para rir e para chorar: oficina une palhaçaria e melodrama em S. José

Palhaça Ana Luísa Cardoso promove ‘intensivão’ no Teatro D’Aldeia

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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Palhaça fica até dia 17 em São José

Divulgação

Quando o melodrama e a arte da palhaçaria se unem no palco, uma pergunta imediatamente ocupa a cabeça do público: afinal, é para rir ou para chorar? Se depender da palhaça Ana Luísa Cardoso, as duas alternativas estão corretas. A carioca aporta no Teatro D’Aldeia, em São José dos Campos, para uma verdadeira imersão que acontece até o dia 17 de setembro.

Neste período, Adriana Barja, Ana Cristina Freitas, Vander Palma e Wallace Puosso, integrantes do teatro, passarão por um intensivo com Ana Luísa – ou Palhaça Margarita para os íntimos. A experiência acontece um dia depois da carioca ministrar a oficina ‘Interpretações do Circo Teatro: o Riso e a Lágrima’, que acontece nesta sexta e sábado (dias 9 e 10), no próprio Teatro D’Aldeia, como parte da programação do 31º Festivale.

Durante esta semana de experiência com os atores, Ana Luísa divide sua experiência adquirida em mais de 28 anos de trajetória como palhaça atuando no melodrama. No roteiro, conceitos avançados sobre os ingredientes que compõem a clássica história melodramática.

“Rir e chorar são dois momentos de catarse do público e criam uma forte identificação entre a plateia. A gente conhece o roteiro, sabe que a mocinha vai sofrer, que o vilão irá persegui-la, que haverá risos e choro para que, no final, o amor prevaleça. É um gênero bastante popular e que, por isso, deu muito certo no circo”, afirma.

Popular tanto no circo quanto nas telenovelas, os melodramas começaram a ser desenvolvidos no início do Século 18, no período pós revolução francesa. Feito para as grandes massas, este tipo de enredo ganhou fama por trazer identificação imediata do público com os personagens.

Na experiência intensiva com os atores, Ana Luísa aborda todos os elementos que fazem parte de um grande roteiro melodramático. De acordo com ela, é preciso que motivações dos personagens e atuações dos atores sejam convincentes. Para isso, uma boa dose de técnica é fundamental.

“Sabe aquela primeira cena que já adivinhamos quem é o vilão da história? Isso acontece porque o ator trabalha toda a questão postural, de entonação e de outros detalhes cênicos que já entregam a índole da personagem. A atuação é que é o jogo. Teremos bastante tempo para aprimorar essas questões”, explica.

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