Passagem de ônibus pode subir para R$ 3,79 em São José
O pedido de reajuste das operadoras está sendo estudado pela prefeitura


Passagem de ônibus pode subir em São José dos Campos
Flávio Pereira/Meon
A passagem de ônibus pode subir de R$ 3 para R$ 3,79 em São José dos Campos. O pedido de reajuste de 26% foi protocolado nesta segunda-feira (5) à Câmara, pelas empresas responsáveis pelo transporte coletivo na cidade.
O projeto de reajuste já está sendo avaliado pela Secretaria de Transportes desde o dia 30 de dezembro, quando o pedido e as planilhas de custos das empresas foram entregues para a pasta.
Segundo a secretaria, no momento estão sendo realizados estudos técnicos sobre os índices que compõem a tarifa, como insumos de combustíveis, salários de funcionários, inflação no período, além de considerar a variação de oferta e demanda no sistema.
As planilhas apresentadas pelas empresas A Saes Peña, Expresso Maringá e CS Brasil solicitam reajustes que chegam a R$3,79. A pasta ressalta que as planilhas de custos foram elaboradas exclusivamente pelas concessionárias, assim como o novo valor, sem qualquer análise da pasta.
O novo valor solicitado pelas operadoras é maior que o praticado em São Paulo (capital), fixado em R$ 3,50. De acordo com protocolo, a prefeitura tem dez dias, à partir desta terça-feira (6), para aprovar ou não o reajuste.
Protestos
O último reajuste aconteceu em fevereiro de 2013, quando a passagem subiu de R$ 3 para R$ 3,30. Contudo, uma onda de protestos e manifestações na cidade, que culminaram inclusive com o fechamento total da via Dutra por horas em São José dos Campos, fez com que a administração recuasse e voltasse ao valor inicial de R$ 3, praticado atualmente.
Outro lado
A AVETP (Associação Valeparaibana Empresas de Transporte) informa que o reajuste é baseado nos contratos de concessão, que prevê todos os anos, no mês de janeiro, que a tarifa deve ser reajustada para cobrir o aumento de custos do transporte urbano, principalmente mão de obra, diesel, inflação acumulada no período e depreciação da frota.
Ainda segundo a associação, neste ano a situação é grave pois a tarifa foi reajustada em fevereiro de 2013 e reduzida logo em seguida coincidindo com a implantação do bilhete único, que não era previsto em contrato. Em nota, a AVETP conclui que em 2014 não ocorreu nenhum reajuste e isso provoca um desequilíbrio nas contas de operação do sistema.
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