Pesquisa aponta que Brasil é o país que mais ouviu músicas tristes durante a quarentena
A pesquisa analisou o Top-200 do Spotify em 34 países de três continentes


O Brasil é o primeiro em uma lista de 34 países que mais ouvem músicas tristes no serviço de streaming musical Spotify durante a quarentena. O dado foi apontado pela pesquisa da DeltaFolha, do grupo Folha de São Paulo, onde foram analisados o Top-200 de músicas mais ouvidas. Além disso, a pesquisa também aponta que sucessos antigos voltaram as paradas do país.
Para classificar uma música como “dançante” ou “triste” a pesquisa usou uma métrica – conjunto de regras – chamada valência. Ela analisa os traços da música para buscar sons dançantes, que são mais altos, ou mais melódicos, que são baixos.

Segundo a pesquisa, a liderança do Top-200 no Brasil ficou entre “Tempo Perdido”, lançado em 1980 pelo grupo Legião Urbana, “Alone Again”, do canadense The Weeknd e “A Boba Fui Eu”, música romântica de Ludmilla. Outras músicas como “Me Conta da Tua Janela”, sobre a pandemia feita pela dupla Anavitória e “Você Pra Sempre em Mim” de Tiago Iorc também figuraram entre as mais ouvidas.
Já as músicas internacionais mais ouvidas no país também seguem sendo mais lentas e reflexivas. Billie Eilish e Travis Scott foram os estrangeiros que mais emplacaram hits menos dançantes no país. Outros internacionais presentes na lista é Powerful com “Death Bed” e Surf Mesa, com “Ily”.
Outras canções “mais calmas” presentes na lista foram “Apenas Mais Uma de Amor”, de Lulu Santos, “Pra Você Guardei o Amor”, de Nando Reis, “Boate Azul”, na voz de Bruno & Marrone, “Até que Durou”, de Péricles, “Quando Você Passa”, de Sandy & Junior, “Every Breath You Take”, do The Police, e “Tempo Perdido”, do Legião Urbana.
Por outro lado, algumas músicas dançantes também foram bem ouvidas durante a quarentena. Barões da Pisadinha, DJ Piu e MC GW, Pabllo Vittar, Gusttavo Lima, Marília Mendonça, MCs Moana e Brunyn e MC Niack foram os artistas que seguraram a parte animada do Top-200.

A pesquisa que analisou países da América, Europa e Ásia também mostrou os motivos para a queda no número de músicas animadas que foram ouvidas.
Os brasileiros buscaram músicas que já conhecem, o que representa uma busca por conforto, além das lives de artistas antigos que fizeram o público querer relembrar os clássicos. Outro fator apontado é o de que pessoas pararam de buscar playlists – lista de músicas – para irem ao trabalho e passaram a consumir mais podcasts e músicas para servirem de som ambiente durante o home office.
Ainda assim, o principal fator apontado pela DeltaFolha é a “falta de aglomeração”. O levantamento mostra que as músicas mais animadas e dançantes eram ouvidas majoritariamente em festas, o que se tornou escasso durante a pandemia.
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