Pesquisadores e atleta participam de “Bate-papo com Ciência” em São José

Dentre diversos assuntos, os palestrantes contaram um pouco da expedição que utilizou um caiaque como plataforma de pesquisa no Rio Paraíba

Escrito por: Meon Redação2 min de leitura
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É possível falar de esporte e ciência na mesma conversa? E mais, falar disso de uma maneira divertida para pessoas de diversas idades, formação e profissão? A Thule Store, do Shopping Colinas de São José dos Campos, provou que sim em um evento com muito conteúdo na noite desta quinta-feira (29). Atletas, pesquisadores do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais) e do Cemaden (Centro Nacional de Monitoramento e Alertas de Desastres Naturais) abordaram o tema “Mudanças Climáticas” e compartilharam experiências.

A loja promoveu o evento “Bate-papo com Ciência” no Espaço Cultural Colinas localizado na Livraria Leitura. Estiveram presentes os pesquisadores do Inpe Jean Ometto, Luciano Pezzi, Felipe Pacheco e Marcela Miranda, os pesquisadores do Cemaden Rachel Trajber e Conrado Rudorff, a pesquisadora da Unesp Liliam Medeiros e o atleta Pedro Oliva, representante da Bio2 e da Thule.

“A mensagem do evento é aproximar as pessoas do meio ambiente e do Rio Paraíba. […] E convidar a sociedade a se sentir responsável pelas coisas que estão acontecendo. Estamos buscando uma forma de transmitir a ciência de uma maneira divertida em um bate-papo com pesquisadores que estão nessa onda mais cool”, explica Pedro Oliva.

O atleta de ‘caiaque extremo’ conta que passou por 50 países, sete continentes e foi recordista mundial em 2009, mas encontrou a realização quando navegou o Rio Paraíba, nessa expedição nasceu o Projeto Cachoeiras.

“Fizemos a navegação da nascente à foz, foram 1.136 quilômetros em 61 dias. Fizemos uma coleta de dados utilizando o caiaque como plataforma científica. E o atleta, no caso eu, como comunicador para falar com a sociedade e passar informações pra mídia”, explica.

O atleta diz ainda que esse modelo de pesquisa inédito gerou mais de 500 mil dados e deu muito certo, tanto na qualidade científica como na forma de comunicar. Segundo Pedro, o projeto serviu de modelo para o mundo todo.

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