Petroleiros da Revap, em São José, entram no sexto dia de greve

Paralisação é nacional e também teve adesão no Litoral Norte

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
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20151103_greve revap petrobras_são josé dos campos_(Reprodução/Facebook Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região)

Greve foi iniciada na quinta-feira (29), em São José

Reprodução/Facebook Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região

Os petroleiros da Revap (Refinaria Henrique Lages), de São José dos Campos, estão em greve desde a última quinta-feira (29), em função da data-base da categoria e em “defesa da Petrobras contra a corrupção e ao desmonte da empresa por conta do Programa de Desinvestimento/privatização do governo federal”, informa o Sindicato dos Petroleiros de São José dos Campos e Região.

De acordo com sindicato, desde 24 de setembro, os trabalhadores vem realizando atrasos de turno e cortes de turno intermitentes que culminaram na greve nacional da categoria nas bases da FNP (Federação Nacional dos Petroleiros).

A paralisação acontece em São José dos Campos, Litoral Paulista -de Caraguatatuba até Santos e região-, bases de petroleiros da Amazônia em Manaus, Belém (PA), São Luís do Maranhão (MA), Alagoas e Sergipe, Rio de Janeiro e Angra dos Reis (RJ). No domingo (1), o movimento teve a adesão dos petroleiros do Rio Grande do Norte (RN), Caxias (RJ), Bahia e Mauá (SP).

“A luta é por um ACT (Autoridade para as Condições do Trabalho) sem perdas, reposição integral da inflação e em defesa da Petrobras. Isso significa que somos contra a privatização do Sistema Petrobras, o programa de desinvestimento/sucateamento, e os leilões do petróleo”, diz um trecho da nota do sindicato.

Segundo a entidade que representa a categoria, a Petrobras passa a aumentar os riscos operacionais ao manter atividades com efetivo abaixo do mínimo. “Há a informação de que há até trabalhadores em período de férias na refinaria. Riscos operacionais comprometem os trabalhadores em contingência e a comunidade vizinha à refinaria”.

“Estamos apurando a informação de que a refinaria estaria operando sem brigadistas -trabalhadores treinados para situações de risco”, informa o sindicato em outro trecho da nota.

Reivindicações
Entre as reivindicações da categoria, estão um reajuste salarial de 10%. Os petroleiros também são contrários ao Plano de Negócios da estatal, que prevê uma redução de 40% da companhia em quatro anos, com redução do efetivo, venda de ativos etc.

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