Mala de dinheiro é jogada durante 3ª fase da Operação Barco de Papel em Santa Catarina

Ação investiga supostas irregularidades em investimentos de cerca de R$ 970 milhões da RioPrevidência

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
dinheiro_rioprevidencia-587609

A Polícia Federal deflagrou, nesta quarta-feira (11), a terceira fase da Operação Barco de Papel, que investiga crimes contra o sistema financeiro nacional relacionados à gestão de recursos da RioPrevidência. Durante a ação, foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão em endereços ligados aos investigados nas cidades de Balneário Camboriú e Itapema, em Santa Catarina.

+ Receba as notícias do dia – clique AQUI para seguir o canal MEON no WhatsApp

Os mandados foram expedidos pela 6ª Vara Federal Criminal do Rio de Janeiro com base em indícios de obstrução das investigações e ocultação de provas. O objetivo desta etapa é localizar e recuperar bens, valores e objetos que teriam sido retirados do apartamento do principal alvo da operação, cuja fase anterior ocorreu em 23 de janeiro.

Segundo a PF, ao chegarem a um dos imóveis em Balneário Camboriú, agentes flagraram um dos ocupantes arremessando pela janela uma mala com dinheiro em espécie. O montante foi recuperado pelos policiais. Além disso, foram apreendidos dois veículos de luxo — um Porsche branco e um BMW cinza — avaliados juntos em mais de R$ 1 milhão, além de dois smartphones. Os carros foram encaminhados à delegacia da Polícia Federal em Itajaí (SC).

Entenda a investigação

As apurações tiveram início em novembro de 2025 e analisam nove operações financeiras realizadas entre novembro de 2023 e julho de 2024. Nesse período, aproximadamente R$ 970 milhões em recursos da RioPrevidência teriam sido aplicados em letras financeiras emitidas pelo Banco Master, posteriormente liquidado pelo Banco Central em novembro.

De acordo com a Polícia Federal, são investigados crimes como gestão fraudulenta, desvio de recursos, indução em erro de repartição pública, fraude à fiscalização ou ao investidor, além de associação criminosa e corrupção passiva.

Na época da liquidação do banco, a RioPrevidência afirmou que o pagamento de aposentadorias e pensões não seria afetado, ressaltando que o valor investido era inferior à folha mensal da autarquia, estimada em cerca de R$ 1,9 bilhão. Segundo o órgão, os aportes foram realizados entre outubro de 2023 e agosto de 2024, com vencimentos previstos para 2033 e 2034.

As investigações continuam e novos desdobramentos não estão descartados pela Polícia Federal.

Tags:BrasildestaquemancheterotativoPublicado em: