PF envia laudo ao STF após queda de Bolsonaro

Moraes avalia autorização para exames médicos

Escrito por: Rubens Baracho2 min de leitura
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A Polícia Federal (PF) encaminhou ao ministro Alexandre de Moraes, do STF (Supremo Tribunal Federal), nesta terça-feira (6), o laudo médico referente à avaliação clínica do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) após uma queda sofrida durante a madrugada. O documento foi solicitado no âmbito do acompanhamento judicial da situação do ex-mandatário.

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De acordo com o relatório da PF, Bolsonaro apresentou indícios de ter caído da cama durante a noite. A avaliação médica aponta uma lesão superficial no rosto, além da presença de sangue no local do ferimento. Não foram constatados sinais de gravidade imediata que exigissem remoção emergencial para uma unidade hospitalar.

O laudo detalha ainda que o ex-presidente está em período de pós-operatório recente de herniorrafia inguinal bilateral, além de ter passado por bloqueio anestésico bilateral do nervo frênico. O documento também informa o uso recente de CPAP para tratamento de apneia do sono, bem como de medicamentos que atuam no sistema nervoso central, como Gabapentina, Escitalopram e Clorpromazina, além de anticoagulantes.

“Considerando a recente internação, o uso de medicamento de ação no sistema nervoso central, o uso recente de anticoagulante e demais comorbidades, foi comunicado à sua equipe médica assistente a informação sobre o quadro clínico”, destaca o relatório médico anexado pela PF.

Com base nas informações recebidas, o ministro Alexandre de Moraes deve deliberar sobre a autorização para que Bolsonaro seja liberado a fim de realizar novos exames médicos em ambiente hospitalar. A defesa do ex-presidente apresentou pedido de urgência, alegando a necessidade de aprofundar a investigação clínica.

Segundo os advogados, Bolsonaro precisa realizar três exames: tomografia computadorizada do crânio, ressonância magnética do crânio e eletroencefalograma. O pedido foi feito com base em recomendação do médico Brasil Ramos Caiado, que apontou um quadro clínico compatível com traumatismo craniano, síncope noturna associada à queda e possível crise convulsiva a esclarecer.

No despacho em que solicitou mais informações à Polícia Federal, Moraes afirmou que, até o momento, “não há nenhuma necessidade de remoção imediata” do ex-presidente para o hospital, conforme consta no laudo apresentado pelas autoridades.

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