Pindamonhangaba confirma primeira morte por dengue
A Vigilância Epidemiológica de Pindamonhangaba confirmou o primeiro caso de óbito por dengue na cidade. A vítima da doença é um homem de 50 anos, que morreu em abril. Segundo a Vigilância, o caso não havia sido anunciado anteriormente, pois a ficha de notificação do paciente teria sido preenchida de forma confusa, o que levou a Secretaria de Saúde e Assistência Social a investigar a real causa da morte.

A Vigilância Epidemiológica de Pindamonhangaba confirmou o primeiro caso de óbito por dengue na cidade. A vítima da doença é um homem de 50 anos, que morreu em abril. Segundo a Vigilância, o caso não havia sido anunciado anteriormente, pois a ficha de notificação do paciente teria sido preenchida de forma confusa, o que levou a Secretaria de Saúde e Assistência Social a investigar a real causa da morte.
De acordo com a Saúde, na última sexta-feira (27), Pindamonhangaba já registrou 3.120 notificações de dengue, sendo 2.579 casos autóctones, 30 importados e 511 descartados.
Uma reunião foi realizada pela secretaria, no auditório da Prefeitura, onde foram convocados todos os secretários do setor público. A ideia é que toda a administração possa acompanhar as ações de combate à dengue no município e que outras pastas, além da Saúde, possam apresentar medidas de orientação e conscientização na prevenção da doença.
O encontro foi conduzido pela médica Maria Cristina Andraus Garcia, profissional do grupo de Vigilância Epidemiológica da região de Taubaté, que mostrou para os presentes a evolução do quadro da dengue em todo o Vale do Paraíba, de 2001 até 2014. “A dengue é uma epidemia anunciada. Temos 15 municípios infestados com transmissão, sendo que as situações de emergência são as cidades de Taubaté, Pindamonhangaba e Tremembé. E em se tratando de Pinda, quando digo que a epidemia foi anunciada, é porque deixamos o mosquito se proliferar, pois ele é que é o problema”, enfatizou.
Segundo Maria Cristina, o Aedes aegypti transmite outras doenças, além da dengue, como febre amarela, febre do Nilo Ocidental (sem registros no Brasil) e a Chikungunya, que teve seis casos registrados em São Paulo de soldados do Exército brasileiro que retornaram de uma missão de paz do Haiti. “A Chikungunya vem do Caribe e corremos o risco de introduzir essa doença no país, pois é o mesmo vetor da dengue que a transmite. Ela é uma doença parecida com a dengue, mas a febre é mais alta, a dor é menor e é mais intensa a dor nas articulações”, explicou.
Um segundo óbito no município, que também era investigado, foi descartado. Em abril, Taubaté também registrou um óbito por dengue.
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