Plano de Educação propõe fim de fila para creches até 2020 em São José
Hoje, fila de espera chega a cerca de 5 mil alunos; plano exclui ideologia


Fila de espera chega a cerca de 5 mil alunos; plano exclui ideologia de gênero
Adenir Britto/PMSJC
O Plano de Educação, de São José, encaminhado pelo prefeito Carlinhos Almeida (PT), na última terça-feira (23), propõe que a fila de espera para atendimento aos alunos, em creches, seja ‘zerada’ até 2020. Hoje, a fila chega a cinco mil, de acordo com a Secretaria de Educação. O projeto do Executivo deve ser lido, nesta quinta-feira (25), na Câmara de São José.
A proposta do plano é de projetar as ações e as metas para a área pelos próximos dez anos. Entre as metas, estão a erradicação do analfabetismo – o índice está em 2,9% de analfabetos, segundo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) -, melhoria da qualidade do atendimento e infraestrutura, a formação dos professores, a universalização da pré-escola e a articulação da rede com as universidades, além de acabar com a demanda para as creches.
Segundo a Secretaria de Educação, São José conta com 149 escolas, sendo que destas 46 são de Ensino Fundamental e 103 de Educação Infantil –entre as redes direta e conveniada. A cidade possui 25.874 alunos.
Luiz Carlos de Lima, secretário de Educação, afirma que o foco da prefeitura é a ampliação do atendimento para o Ensino Infantil. Ele diz que o plano está sendo pensado para os próximos dez anos. “O Plano está focado nas questões que competem diretamente ao município, ou seja, foi elaborado de acordo com a realidade da nossa população. É um plano da cidade, pois extrapola o período de governos”, afirma.
“Vamos discutir a quantidade de vagas de creche, a quantidade de escola, o prazo para construir as escolas e creches. É a política de valorização que está em jogo. Vão ser vários governos que vão ter que seguir este plano, que estabelecerá metas. Por isso, é importante o futuro da Educação no município”, diz o vereador Wagner Balieiro, suplente da Comissão de Educação no Legislativo.
Ainda segundo a secretaria, no início da atual administração a lista era de 8.500 alunos, sendo abertas quase cinco mil vagas na Educação Infantil, com a construção de novas escolas e reestrutura da rede.
Gêneros
A não inclusão da ideologia de gênero no projeto foi apoiada por alguns vereadores. A recomendação da igreja é para a retirada da ideologia dos gêneros nos planos municipais. “Não há o que discutir, o item não foi incluído no projeto. Defendo a família”, diz o presidente do Legislativo, o vereador Shakespeare Carvalho (PRB).
Em entrevista ao Meon, o cardeal Dom Raymundo Damasceno afirmou que o tema fere os valores da família. “O governo tentou aprovar já no Plano Nacional de Educação essa mudança e não conseguiu, e agora está tentando por meio dos municípios introduzir esta questão da identidade de gênero. Claro que está excluída, por nossa parte, qualquer descriminação. Não se descrimina por etnia, raça, muito menos diversidade sexual, mas não podemos ignorar o fato de que se nasce, sim, homem ou mulher, e isso não muda”, afirma dom Damasceno.
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