PLR: funcionários da GM de S. José aprovam antecipação de R$ 8.500

Pagamento vai injetar R$ 43 milhões na economia da cidade; diz sindicato

Escrito por: Do Meon2 min de leitura
fundo_placeholder-023136
20150701_assembleia general motors gm_sao jose dos campos_plr_(Divulgação/SindMetal/SJC)

Pagamento vai injetar R$ 43 milhões na economia da cidade; diz sindicato

Flavio Pereira/Meon

Os funcionários da General Motors de São José dos Campos aprovaram em assembleia, nesta quarta-feira (1), a proposta de antecipação da PLR (Participação nos Lucros e Resultados) e receberão uma primeira parcela de R$ 8.500. De acordo com o Sindicato dos Metalúrgicos, o restante da PLR volta a ser negociado em outubro.

Ainda segundo o sindicato, somente essa antecipação já representa uma injeção de R$ 43 milhões na economia da cidade. O pagamento será feito na primeira quinzena de julho. O valor é superior, por exemplo, à PLR negociada entre a GM e o Sindicato dos Metalúrgicos de São Caetano -acordo fechado em R$ 6.000 de antecipação.

Esta quarta-feira, também foi marcada pele retorno de todos os trabalhadores da GM do país que estavam em férias coletivas. Em São José dos Campos, 1.700 metalúrgicos estavam em férias desde o dia 15 de junho.

Segundo o sindicato, com o retorno à fábrica, voltam a ser produzidos os veículos S10 e Trailblazer. Os trabalhadores que estavam em férias e os 778 que ainda estão em lay-off também receberão a PLR. A fábrica de São José dos Campos possui cerca de 5.200 funcionários.

Outras fábricas
Além da GM, o Sindicato dos Metalúrgicos de São José dos Campos já fechou acordos em 17 fábricas. Nesta quarta-feira, trabalhadores da MWL, em Caçapava, aprovaram um acordo de R$ 9 mil, colocando fim a uma greve de 20 dias -a mais longa desta Campanha de PLR na região.

Entre as fábricas em que os acordos já foram fechados estão, por exemplo, a TI Automotive (R$  9 mil), Avibras (R$ 5.500) e Ericsson (R$ 5 mil). Onde ainda não houve acordo, as negociações continuam.

“O atual cenário econômico do país tem penalizado os trabalhadores, com inflação e aumento das tarifas públicas. Por isso, é preciso lutar para garantir uma PLR maior. Os companheiros da MWL deram exemplo de luta”, afirma o presidente do Sindicato, Antônio Ferreira de Barros, o Macapá.

Publicado em: