PM prende cinco suspeitos de roubo a comércios em São José dos Campos

Polícia apreendeu arma e veículos usados nos crimes; houve perseguição

Escrito por: Do Meon6 min de leitura
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apreensão pm suspeitos de roubos em são josé dos campos_(Divulgação/PM)

PM apreendeu caixas de cigarro, relógio, dinheiro e arma

Divulgação/PM

A PM (Polícia Militar) prendeu cinco homens na noite desta sexta-feira (19), suspeitos de participarem de roubos a comércios em São José dos Campos. Os homens foram apreendidos com uma arma e dois veículos roubados usados nos crimes.

De acordo com a PM, os suspeitos foram abordados durante um patrulhamento no bairro Vila Industrial, região leste de São José, e tentaram fugir após receberem voz de prisão.

Houve perseguição e a PM conseguiu prender os suspeitos. Os policias ainda apreenderam caixas de cigarro, relógio, chocolates e dinheiro com os homens. Entre os estabelecimentos roubados pelo grupo estão farmácia e um posto de combustível.

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Satélite feito com participação de São José passa por testes finais

Orçado em R$ 1,7 bilhão, satélite levará banda larga para todo o Brasil

São José dos Campos, 22 de Agosto de 2016 às 00h04.

Do Meon

20160603_sgdc Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas_(Divulgação)

SGDC passa por testes finais

Divulgação

O SGDC (Satélite Geoestacionário de Defesa e Comunicações Estratégicas), desenvolvido pela companhia franco-italiana Thales Alenia Space e a Visiona, empresa de São José dos Campos,  entrou em sua fase final de testes pré-lançamento. Com o equipamento, orçado em R$ 1,7 bilhão, o governo federal espera levar internet banda larga para todo o país e garantir uma comunicação mais segura.

O projeto é uma parceria dos ministérios da Ciência, Tecnologia, Inovações e Comunicações (MCTIC) e da Defesa. A previsão é que entre em operação em 2017 e tenha vida útil de 15 anos.

De acordo com o diretor de Banda Larga da Secretaria de Telecomunicações do MCTIC, Artur Coimbra de Oliveira, os testes do SGDC servem para acompanhar se os requisitos de desempenho do sistema estão sendo cumpridos. Após o término da construção do satélite, foram realizadas as primeiras verificações, conhecidas como Teste de Referência Inicial.

“Esses testes servem para a aquisição de um banco de dados de referência sobre funcionalidade e desempenho de todo o satélite em relação a equipamentos, subsistemas e sistema”, explicou Artur, acrescentando que também foram realizados testes ambientais de termovácuo e mecânicos – vibração e acústico.

“Essa bateria de verificações tem o objetivo de demonstrar a capacidade de o satélite resistir a condições ambientais impostas durante o lançamento e em órbita, mantendo o desempenho das especificações”, completa Artur.

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Encerrados os testes ambientais, realiza-se novamente o mesmo conjunto de medições. A comparação entre os resultados vai demonstrar se o satélite é capaz de cumprir seus requisitos de desempenho quando estiver em órbita.

“Já foram concluídos os testes de termovácuo e mecânicos, os painéis solares já foram acoplados, e pequenas correções no sistema estão sendo feitas. Em seguida, o sistema estará pronto para a realização dos testes finais e de alcance das antenas. Após a conclusão, o satélite passará por uma revisão final antes do envio para a base de lançamento em Kourou, na Guiana Francesa”, disse Artur.

Segundo o diretor, a tecnologia de satélites é a mais adequada para prover acesso à internet em áreas isoladas ou de difícil acesso. Para Artur, o SGDC vai contribuir com os principais objetivos do PNBL (Programa Nacional de Banda Larga), pois aumentará a cobertura e a velocidade da rede em áreas remotas, além de reduzir os preços.

“O SGDC faz parte de uma nova geração de satélites, utilizando a banda Ka, que vem sendo usada em complemento a programas de banda larga em diversos países. A tecnologia em banda Ka, permite velocidades comparáveis com as obtidas por uma rede terrestre e conta ainda com antenas de menor dimensão, mais baratas e facilmente instaláveis”, disse Artur.

De acordo com o MCTIC, o satélite é necessário para garantir a soberania das comunicações estratégicas civis e militares do país. “Atualmente, os satélites que prestam serviço para a Defesa são controlados por estações que estão fora do país ou possuem o controle nas mãos de empresas com capital estrangeiro. Em qualquer dos casos, existe o risco de interrupções nos serviços em uma situação de conflito internacional ou decorrente de outros interesses políticos ou econômicos”, alertou Artur.

Participam do desenvolvimento do SGDC técnicos da AEB (Agência Espacial Brasileira) e do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), que são vinculados ao MCTIC. O projeto recebeu R$ 400 milhões de recursos descontigenciados do ministério em junho deste ano.

“Está em andamento um programa de absorção de transferência de tecnologia, com o objetivo de capacitar empresas e técnicos brasileiros a produzir partes e peças do satélite, bem como de integrar o próprio equipamento”, concluiu Artur Coimbra. O SGDC será colocado na posição orbital de 75 graus de longitude oeste e será controlado por estações terrenas localizadas em Brasília (DF) e no Rio de Janeiro (RJ).

Participação brasileira e de São José 
São José dos Campos tem sido uma importante cidade no desenvolvimento do SGDC. Em março do ano passado, as empresas Thales Alenia Space e Omnisys investiram R$ 15 milhões e inauguraram o Centro Tecnológico Espacial, no Parque Tecnológico de São José.

Em seguida, a Thales se associou com a Visiona, que virou a responsável pelaintegração do sistema SGDC. Já em outubro, a AEB e a Finep (Financiadora de Estudos e Projetos) escolheram o Parque Tecnológico de São José  para apresentar a empresários do segmento espacial  o Edital 01/2015, para empresas nacionais participarem do processo de transferência de tecnologia associada ao SGDC.

Ao todo, cerca de 30 profissionais brasileiros, oriundos da AEB, Telebras, Visiona, Inpe, Ministério da Defesa, acompanham o desenvolvimento do SGDC, como parte do processo de absorção de tecnologia.

O conhecimento detalhado também irá permitir a identificação e resolução de possíveis falhas de funcionamento durante os 15 anos de vida útil do satélite, além do desenvolvimento de projetos futuros de novos satélites.

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