Pobreza na RMVale cai pela metade, aponta pesquisa do Pnud

Renda per capita aumentou de R$ 759,40 para R$ 933,37

Escrito por: Moisés Rosa2 min de leitura
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Renda per capita aumentou de R$ 759,40 para R$ 933,37

Adenir Britto/PMSJC

O IDHM (Índice de Desenvolvimento Humano Municipal) do Vale do Paraíba e Litoral Norte apresentou melhora entre 2000 e 2010. Os dados são do Pnud (Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento) e foram divulgados nesta quarta-feira (1º). O estudo avalia dimensões de natureza econômica, escolar e social.

No quesito de distribuição de renda per capita, o índice aumentou de R$ 759,40 para R$ 933,37, em dez anos. Os casos de extremamente pobres caíram de 3,30% para 1,40%. O percentual de pobreza também teve redução; em 2010, 12,03% da população era pobre, e em 2010, o índice declinou para 5,67%, ou seja, caiu pela metade.

De acordo com o estudo, a região apresenta IDHM de ‘alto desenvolvimento humano’, com 0,781 – a faixa vai de 0,700 a 0,799. A região ocupa o 5º lugar no ranking das regiões metropolitanas do país.

Segundo Rafael Souza Fonseca, professor de administração da Univap (Universidade do Vale do Paraíba), a melhora observada nos índices do IDHM está ligado à diversificação das áreas da economia. “Temos exemplos de abertura de negócios e empreendedorismo na região que foram fortalecidos nos últimos anos. Isto impulsionou os avanços econômicos da região, influenciando diretamente na qualidade de vida”, avalia.

Trabalho
Para o indicador que mede a composição de trabalho, referente a população de 18 anos ou mais, a população da RMVale (Região Metropolitana do Vale do Paraíba e Litoral Norte) teve evolução. Em dez anos, o índice saltou de 66,71% para 68,83%, no indicador que representa a população economicamente ativa na região. A taxa de desocupados teve queda de 16,70% para 7,67%.

Longevidade
A expectativa de vida na RMVale cresceu. De acordo com o estudo, em 2000, a esperança de vida era de 72,8 anos. Em 2010, a expectativa passou para 76 anos. A mortalidade infantil também teve queda em dez anos. A taxa de mortalidade em até 1 ano de idade – por mil nascidos vivos – estava em 18,3 mil, em 2000, e passou para 13,2 mil em 2010.

Para Fonseca, as pessoas estão optando por morar no Vale do Paraíba, devido à localização e infraestrutura das cidades. “Temos a vantagem da nossa região possuir infraestrutura, algo que as pessoas com mais idade procuram”, completa Rafael Souza Fonseca.

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